"Se ele for normal, não existe louco em lugar nenhum", afirma defesa de jovem que matou inglesa

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

A defesa de Mohammed D'Ali dos Santos, réu confessou do esquartejamento da jovem inglesa Cara Marie Burke, 17, em Goiânia, afirmou durante a fase de debates do júri popular realizado nesta quinta-feira (14) que "se ele [Mohammed] for normal, não existe louco em lugar nenhum". Defendendo a tese de que seu cliente tem transtornos mentais, o advogado George Hidasi afirmou que o crime foi "bárbaro, horroroso, repugnante, horrível e deprimente".

Mohammed confessou homicídio no júri

  • Eraldo Peres/AP

    Mohammed D'Ali Carvalho dos Santos presta depoimento ao júri popular em Goiânia; ele confessou ter assassinado e esquartejado a inglesa Cara Marie Burke, 17; ele tirou fotos do corpo com o celular e foi a uma festa


"Mohammed cometeu dois crimes, matou e ocultou o cadáver, e isso ataca a nós todos, mas ninguém quer julgar Mohammed da forma que deveria ser julgado. Nós não vamos pedir a absolvição do réu, mas apenas solicitar uma condenação justa", afirmou. O advogado pediu que os jurados considerassem os laudos técnicos apresentados. "Mohammed é doente mental, psicopata e tem transtorno de personalidade social e isso tem de ser levado em conta."

Hidasi contestou a argumentação do promotor Milton Marcolino, que classificou Mohammed como imputável, ou seja, capaz de responder legalmente pelos seus atos.

A defesa pediu que a pena fosse atenuada devido à confissão do acusado e pelo fato do réu ser menor de 21 anos à época do crime. Foi também solicitada a exclusão de motivo fútil, mediante uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Julgamento
O júri teve início às 8h40. Foram ouvidas testemunhas de acusação e defesa. Em seguida, Mohammed confessou, em seu interrogatório, ter cometido o crime. Em seguida, Ministério Público e advogado apresentam suas contrarrazões durante os debates, com direito à réplica e tréplica. Por fim, os sete jurados se reúnem para dar o veredicto, e o juiz anuncia a sentença.

O crime ocorreu no final da tarde do dia 26 de julho de 2008, em um apartamento de classe média no Setor Universitário, região leste da capital goiana. Cara Burke foi morta a facadas e depois teve a cabeça e os membros decepados. O tronco foi colocado em uma mala de viagem e jogado às margens de um rio, em Goiânia. Cabeça, braços e pernas foram jogados em um córrego, próximo à cidade de Bonfinópolis (33 km da capital).

Mohammed responde por homicídio, destruição e ocultação de cadáver. A defesa se sustenta em laudos psicológicos que atestam a semi-imputabilidade de Mohamed, o que reduziria a pena final caso ele seja condenado. Já a promotoria afirma que Mohammed é completamente imputável e não psicopata.

*Com informações do TJ-GO

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos