Ministério Público apresenta parecer contra semiaberto para Suzane von Richthofen

Rosanne D'Agostino
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Atualizada às 19h30

O Ministério Público de São Paulo apresentou parecer nesta segunda-feira (18) em que se posiciona contra a concessão de semiaberto a Suzane von Richthofen, condenada a mais de 30 anos de prisão pela morte dos pais.

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Conforme adiantou o UOL Notícias, Suzane aguarda um posicionamento da Vara de Execuções de Taubaté (SP) sobre o benefício, após decisão do ministro Og Fernandes, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), que determinou o recálculo de sua pena cumprida. O parecer dos promotores Paulo José de Palma e Paulo Rogério Bastos Costa será levado em conta pelo juiz na hora de decidir sobre a concessão do pedido.

STJ determinou recálculo da pena, que beneficia Suzane

  • André Porto/Folha Imagem - 18/07/2006

    Como já esteve cerca de seis anos presa, ela já teria o direito de começar a trabalhar fora da prisão, e voltar apenas para dormir



No parecer, os promotores afirmam que Suzane é uma condenada de alta periculosidade. O documento cita a sentença que a condenou a 39 anos e meio de prisão, que exige a realização de um exame criminológico caso ela, ou os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, também condenados, queiram a progressão de regime.

Os promotores defendem que, caso não seja realizado o exame, o pedido deve ser negado, porque Suzane, segundo o Ministério Público, ainda tem uma longa pena a cumprir, não demonstrou melhora ou início de ressocialização e cometeu crimes que demonstram sua "temibilidade".

"À sociedade não interessa receber de volta um indivíduo ainda não recuperado, dono de perigosidade e sem melhora íntima", argumentam.

Entenda o que o STJ decidiu
A decisão, publicada na quinta-feira (13), determina que a Justiça paulista faça um novo cálculo de remição da pena de Suzane, ou seja, do período em que ela trabalhou na prisão e que pode ser descontado de sua pena total. Segundo o ministro, o tempo remido não deve ser abatido do total da pena aplicada, mas somado ao tempo de pena cumprida.

"Nas minhas contas, ela já tinha o direito [à progressão de regime] desde dezembro", afirmou o advogado Denivaldo Barni Junior no dia da decisão. O pedido já havia sido feito naquele mês, mas negado com base na contagem de pena aplicada.

Com o novo cálculo, Suzane tem 334 dias a serem remidos, segundo o STJ, isto é, considerados como pena cumprida. Sem o habeas corpus, teria que ficar seis anos e meio na prisão para conseguir o benefício, relativos a um sexto da pena a que foi condenada. Como já esteve cerca de seis anos presa, já teria o direito a começar a trabalhar fora da prisão, e voltar apenas para dormir.

Suzane foi condenada a 39 anos e seis meses de prisão pelo assassinato dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen, ocorrido em 31 de outubro de 2002, junto dos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos. Ela está presa na penitenciária feminina de Tremembé (SP).

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