Justiça manda guardar amostras de sangue do casal Nardoni, mas adia decisão sobre novo DNA

Do UOL Notícias
Em São Paulo

O juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri de Santana, decidiu que ainda não irá analisar pedido de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, presos acusados pela morte da menina Isabella Nardoni, para que sejam submetidos a novos exames de DNA. Isabella foi jogada da janela do 6º andar de um prédio na zona norte da capital paulista, em março de 2008.

Casal aguarda júri popular

  • Reprodução TV

    Defesa alega que sangue colhido não era do casal, réu pela morte de Isabella Nardoni, em 2008



A defesa alega que não foram encontrados no IML (Instituto Médico Legal) em São Paulo guias que comprovariam o recolhimento de sangue dos réus. Desse modo, o sangue analisado durante as investigações não seria do casal. Ainda segundo a defesa, os dois alegaram que a coleta não foi feita, porque faltaram seringas no dia.

Texto com informações do jornal O Estado de S.Paulo e republicado pela Agência Estado nesta quinta-feira (21) afirma, erroneamente, que o juiz determinou a realização de novo exame de DNA do casal. Maurício Fossen não se decidiu sobre a questão. Leia a errata.

Em seu despacho, o juiz classificou o comportamento da defesa como "precipitado e até temerário", por aduzir que os laudos de "experts" não condizem com a verdade "antes que, no mínimo, seja dada oportunidade aos peritos do IC [Instituto de Criminalística] e do IML para que possam apresentar suas justificativas a respeito da mencionada omissão".

O magistrado pede cautela e cita manifestação do promotor de Justiça do caso, José Francisco Cembranelli. Segundo ele, "foram comparadas amostras de sangue existentes em uma calça da co-réu Anna Jatobá (cuja propriedade não é negada por ela) com o sangue que teria sido fornecido por ela nestes autos, cuja conclusão apresentou resultado positivo, o que constitui forte indicativo a respeito da efetiva ocorrência de colheita daquele material".

Ainda segundo Fossen, quando pediu liberdade provisória, a defesa de Alexandre e Anna Jatobá, que eram representados por outros advogados, afirmou mais de uma vez no processo que "os réus 'PERMITIRAM' a coleta de sangue deles, querendo, com isso, demonstrar que estavam colaborando para a instrução do feito". "Portanto, como se vê, não se trata realmente de hipótese de aparecimento de um fato novo nos autos a exigir sua imediata apuração", completou.

Maurício Fossen, no entanto, decidiu que o pedido poderá ser apreciado em outra fase do processo, quando da preparação para o julgamento em plenário, em que defesa e acusação podem apresentar juntar documentos e requerer diligência em caso de queixa.

"Contudo, apenas por uma questão de precaução e para deixar mais tranqüila a defesa, determino que seja oficiado ao IC e ao IML, a fim de que continuem a manter preservados os restos dos materiais genéticos que constam em seus arquivos como tendo sido colhidos dos réus, até nova ordem deste Juízo, visando assim permitir a realização de futuras diligências para comprovar suas origens, no futuro, se necessário", finalizou.

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