Justiça concede prisão domiciliar a dono da Gol

Do UOL Notícias
Em São Paulo

A desembargadora Sandra De Santis, da 1ª Turma Criminal do TJ-DF (Tribunal de Justiça do Distrito Federal) concedeu nesta sexta-feira (22) pedido de prisão domiciliar ao dono da empresa aérea Gol, Constantino de Oliveira, conhecido como Nenê Constantino. Ele teve a prisão preventiva decretada ontem por suposto suborno de testemunhas.
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    Constantino é acusado de ser o mandante do assassinato do líder comunitário Márcio Leonardo de Sousa Brito, executado com três tiros de revólver em outubro de 2001. Ele liderava um grupo de cerca de 100 pessoas que ocupava o terreno em volta da garagem da viação Planeta, pertencente ao empresário.



O empresário é acusado de ser mandante do assassinato de duas pessoas, por conta de uma disputa de terreno. Ele está foragido, mas, segundo nota enviada na tarde desta sexta, "encontra-se em tratamento médico e se apresentará à Justiça espontaneamente tão logo tenha condições de saúde para tal".

À Justiça, a defesa do dono da Gol alegou que ele possui "precário estado de saúde". "Não se olvide que o paciente tem 78 anos e antes mesmo do decreto de constrição já estava sob cuidados médicos", disse a desembargadora. Pela decisão, se Constantino for preso, terá que ser em sua casa, sob escolta policial.

Motivos da prisão
O promotor de Justiça de Taguatinga (DF), Bernardo de Urbano Resende, afirmou nesta sexta-feira (22) que o pedido de prisão preventiva foi motivado por suposto suborno de testemunhas. Segundo ele, uma das testemunhas do caso teria ganhado uma casa para imputar o crime a outra pessoa, um homem conhecido como Padim, que já morreu. Essa testemunha é viúva de Padim. A casa, segundo o promotor, teria saído do patrimônio do empresário.

As investigações tiveram início em 2001, quando ocupantes do terreno se recusaram a sair e teriam sido ameaçados. Foi criada uma associação, liderada por Márcio Brito, que foi assassinado. De acordo com as investigações, encerradas em abril deste ano, o empresário teria sido o mandante do crime. Pesa sobre ele também a acusação de mandar matar Tarcísio Ferreira, que teria trabalhado em uma de suas empresas.

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