Superintendente contesta críticas à Cohab a ser construída no lugar de favela em SP

Rodrigo Bertolotto
Do UOL Notícias
Em São Paulo

A superintendente de Habitação Popular da Secretaria Municipal de Habitação de São Paulo, Elisabete França, contesta as críticas de sua colega urbanista Mariana Fix que o padrão do conjunto habitacional a ser construído para substituir a favela do Jardim Edite tem indícios que a Prefeitura tem intenção de transformar o local em um prédio de classe média em poucos anos.

EMARANHADO

  • Rodrigo Bertolotto/UOL

    Os fios das ligações elétricas clandestinas se confundem com a vizinha ponte estaiada

"Um prédio bem projetado por arquitetos de reconhecimento internacional, que respeitam as normas estabelecidas pela legislação de habitação de interesse social, significa que a Prefeitura almeja proporcionar as melhores condições de vida para as famílias que retornarão para aquele local", afirma França.

A urbanista Mariana Fix aponta que a região entre o Itaim Bibi e o Brooklin é alvo da especulação imobiliária, que precisaria da retirada dos barracos e da monumentalidade da ponte estaiada para a valorização do metro quadrado.

Já França prefere lembrar que estão nos planos da administração de Gilberto Kassab (DEM) outras ações em favelas da cidade. "Em todas as nossas urbanizações, quando é necessário construir unidades habitacionais, o padrão adotado é o mesmo. Para constatar a veracidade dessa afirmação basta deixar o conforto dos escritórios e passear pela cidade, olhando com atenção para Nova Jaguaré, Jardim Olinda, Alexandre Mackenzie, Paraisópolis, Heliópolis, Jardim Irene, Jardim Rosas, Jardim Fernanda", diz a superintendente.

Ela cita que na região do Brooklin há a operação urbana Água Espraiada, a mesma que determinou a saída da favela do Jardim Edite. "Estamos elaborando um projeto habitacional para todas as favelas da área, que integra vários níveis de governo e tem como ideia central manter os padrões adotados nos projetos da Secretaria da Habitação", afirma França, que declara que os cronogramas estão em fase de preparação.

Nova Luz

Sobre o projeto Nova Luz, a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano de São Paulo explica que a empresa vencedora da concessão de reurbanização ganha o direito de desapropriar e construir empreendimentos imobiliários em espaços pré-determinados pela Prefeitura.

Neste momento, a secretaria prepara a licitação para escolher um escritório de arquitetura, que vai elaborar o projeto da Nova Luz segundo as orientações do poder público. A licitação deve ser lançada até o final de junho próximo. Em seguida, será lançada outra licitação para escolher a empresa que vai ganhar a concessão, executar esse projeto e ganhar o direito de lançar empreendimentos imobiliários nesse local.

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