Policiais civis e professores param atividades por 72 horas na Bahia

Heliana Frazão
Especial para o UOL Notícias
Em Salvador

A capital baiana enfrenta desde a manhã desta quarta-feira (27) paralisações de 72 horas de policiais civis e professores da rede pública municipal. As duas categorias reivindicam melhorias nas condições de trabalho e nas respectivas remunerações.

No caso da Polícia Civil, o movimento engloba profissionais de todo o Estado, que somam pouco mais de 6.000 agentes. Trata-se da terceira paralisação que a categoria realiza somente neste mês de maio. Eles sinalizam com a perspectiva de parar as atividades por tempo indeterminado a partir de 20 de junho. Até lá, estão agendadas mais duas paralisações por três dias.

Já os professores municipais deixam sem aulas, na capital, cerca de 180 mil alunos de 417 escolas até a próxima sexta-feira (29), conforme informação da diretora da Associação dos Professores Licenciados da Bahia (APLB), Elza Melo Apesar. Já na terça-feira (26), as aulas foram prejudicadas porque cerca de 300 professores deixaram de comparecer às unidades de ensino, para participar da assembleia que confirmou a decisão da categoria de suspender as aulas.

Os professores pedem reajuste salarial de 9,01%, criação de um plano de saúde para a categoria e realização de novo concurso público.

A Secretaria Municipal de Educação, por meio de nota, informa que repudia o movimento e garante que não haverá perdas para os alunos porque os dias sem aulas terão de ser repostos. A secretaria informou ainda que, por enquanto, não haverá corte no ponto dos professores que participarem da greve, e que o processo de realização de concurso está em andamento desde o ano passado. A promessa é a de que o edital saia até o final deste ano.

O presidente da APLB, Rui Oliveira, critica a posição da prefeitura e argumenta que "previsão não é execução". "Queremos medidas práticas", cobra.

Ainda nesta quarta-feira, os professores se reúnem em frente à sede da secretaria, no bairro de Brotas e, amanhã (28), os sindicalistas têm encontro agendado com representantes das escolas. Na sexta-feira, os professores participam de uma assembleia, para definir se retornam às salas de aula ou param por tempo indeterminado.

Com a paralisação dos policiais civis, ficam suspensas as visitas aos presos, que também não poderão receber alimentos enviados por familiares. Até a próxima sexta-feira, a categoria vai manter apenas os registros de flagrante e homicídios, de acordo com Bernardino Gayos, diretor do sindicato dos policiais civis (Sindipoc). Segundo ele, 30% do efetivo está trabalhando.

Eles pedem 100% de reajuste em três anos, enquanto o governo oferece 40%. O impasse está estabelecido há cerca de um mês, sem avanço nas negociações.

Outros movimentos
Em campanha salarial, servidores municipais de outras pastas também pressionam a prefeitura de Salvador por reajustes salariais. Nesta quarta-feira, cerca de 800 trabalhadores ligados a área da Saúde cruzaram os braços em frente ao prédio administrativo da secretaria, no bairro do Comércio, e na sede da Vigilância Sanitária, na avenida Vasco da Gama, onde o atendimento ao público foi suspenso. Eles realizam apenas a coleta de sangue.

As paralisações momentâneas na prefeitura tiveram início no dia 20 e já atingiram outros órgãos municipais, como a Superintendência de Trânsito e Transporte de Salvador (Transalvador) e a Secretaria Municipal de Planejamento, Tecnologia e Gestão (Seplag).

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos