Inundação no Piauí obriga quase 3.000 pessoas a abandonarem suas casas e deixa ao menos 4 mortos

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Atualizada às 21h28


A inundação da zona rural do município de Cocal, no Piauí, causada pelo rompimento da barragem Algodões 1, deixou quatro pessoas mortas e 11 desaparecidas, de acordo com informações da Defesa Civil Nacional. Outras 80 pessoas ficaram feridas.

As buscas por mais vítimas já foram encerradas e devem ser retomadas a partir das 6h30 desta sexta-feira (29). Três helicópteros devem participar do resgate, principalmente nos locais de difícil acesso.

No total, são 2.000 pessoas desabrigadas (transferidas para abrigos públicos), 953 desalojadas (acolhidas em casas de amigos e parentes), além de 120 casas destruídas.

Segundo os bombeiros, a infraestrutura de abastecimento de energia, de transporte e de telecomunicações dos locais atingidos está destruída. Os moradores também estão sem água.

O Ministério Público Federal determinou a abertura de um procedimento investigatório para apurar responsabilidades no caso.

Vinte comunidades da zona rural de Cocal foram afetadas: Alvidões, Franco, Cruzinha, Figueira, Boiba, Angico Branco, Tabuleiro, Dom Bosco, Segundo Campo, Cansação, Gado Bravo, Capiberibe, Jenipabinho, Frecheiras de São Pedro, Sítio Frecheira, Olho D'Água, Gangorra, Boa Vista dos Ibóreus, Pinguim e Câmara.

Mortes
A Polícia Militar confirmou a morte de quatro pessoas na área atingida pelo rompimento da barragem em Cocal. O governador do Piauí, Wellington Dias, recebeu nesta quinta (28) ligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que prestou solidariedade a todo o Estado do Piauí, especialmente aos moradores do município de Cocal de Estação, onde uma criança morreu após o rompimento de uma barragem.

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De acordo com o governo do Estado, ao saber do ocorrido, o presidente Lula determinou o apoio imediato da Defesa Civil Nacional no atendimento à população de toda a região atingida.

De acordo com a Secretaria de Comunicação do governo, o rompimento da barragem aconteceu às 16h desta quarta, provocada pelas fortes chuvas que atingiram o Ceará, onde fica a cabeceira do rio Pirangi. A barragem foi construída no leito do rio, com capacidade para armazenar 52 milhões de metros cúbicos de água.

Famílias haviam sido orientadas a voltar ao local inundado
Famílias de Cocal e Buriti dos Lopes foram orientadas por órgãos estaduais e municipais na última sexta-feira (22) a deixarem os abrigos públicos e voltarem para suas casas, após o engenheiro responsável pela construção da obra e técnicos da Empresa de Gestão de Recursos do Piauí (Emgerpi) garantirem que não havia mais risco de rompimento da barragem.

Acompanhado do secretário estadual de Defesa Civil e deputado estadual, Fernando Monteiro (DEM), do coronel da Defesa Civil, Alexandre Lucas Alves, e de técnicos do Estado, o governador afirmou que "nada faltará para as famílias (atingidas), e o que elas precisarem, terão".

Mais de 100 militares, entre bombeiros e policiais de Teresina e de Parnaíba, estão no local com lanchas e cinco helicópteros para resgatar as vítimas. Aproximadamente 40 toneladas de alimentos e 50 mil medicamentos foram enviados pelo governo do Estado aos atingidos pela inundação em Cocal.

Durante toda a noite, pessoas em áreas de risco foram resgatadas, segundo a administração estadual. A BR-343, com destino ao litoral do Estado, não sofreu danos. As cidades de Parnaíba, Luís Correia, Cajueiro da Praia e Ilha Grande não foram afetadas pelo rompimento.

Por determinação do governador Wellington Dias, os helicópteros que estão em Cocal continuarão nos próximos dias nas buscas a pessoas que ainda possam necessitar de socorro. Ambulâncias do Sistema Único de Saúde (SUS) estão a postos ao longo do rio e os prontos socorros de Parnaíba, Piripiri e de Teresina estão preparados para atender às vítimas das águas, caso necessário.

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