Maceió decreta estado de alerta por conta das chuvas

Carlos Madeiro
Especial para o UOL Notícias
Em Maceió

Os temporais que atingiram Maceió (AL) no mês de maio fizeram o município decretar estado de alerta nesta quinta-feira (28). A medida vale até o mês agosto, quando a chuva deve dar uma trégua em todo o Estado de Alagoas. As chuvas também deixaram 14 bairros e três municípios do interior sem abastecimento de água.

  • Na Ufal (Universidade Federal de Alagoas), aulas foram suspensas

  • Carros em frente à universidade...

  • e prédio da reitoria sofreram danos

De acordo com o coronel Almeida, coordenador da Defesa Civil de Maceió, o decreto funciona como uma "determinação" do prefeito aos órgãos públicos municipais que integram o apoio às vítimas em caso de ocorrências. "Esse decreto tem como objetivo alertar aos órgãos sobre a necessidade de ficar de plantão nesse período chuvoso. Devemos ter um período de chuva forte, acima da média. Esse estado de alerta mostra também que estamos antenados à situação em Maceió", afirmou.

Até a manhã de ontem (27), a Coordenadoria de Defesa Civil de Maceió registrou 520 mm de chuva no mês, quase o dobro da média histórica de maior - que é de 280 mm. Até agora, três pessoas morreram na capital. Ainda segundo a Defesa Civil, mais de 2.000 pessoas foram atingidas pela chuva este mês. Em Alagoas, foram 7 mortos, todos vítimas de deslizamentos causados pelas chuvas.

15 órgãos de plantão
A publicação do decreto prevê que os 15 órgãos que compõem o Conselho Municipal de Defesa Civil vão manter pelo menos um funcionário de prontidão durante 24 horas, inclusive nos finais de semana. A medida é para garantir o atendimento às solicitações de emergência da população.

Segundo a prefeitura, o estado de alerta também garante ao município um possível repasse de verbas federais, caso as fortes chuvas persistam e causem estragos ainda maiores na capital alagoana.

As chuvas do mês de maio surpreenderam até aos meteorologistas. Embora não tenha registrado mortes, a chuva da última terça-feira foi a que mais causou estragos na capital. A água invadiu a Ufal (Universidade Federal de Alagoas), o Complexo Prisional e o aeroporto Zumbi dos Palmares suspendeu pousos e decolagens dos voos em Maceió durante a tarde.

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Na Ufal, que reiniciou às aulas apenas hoje, a reitoria informou que o prejuízo com a inundação chegou a R$ 1,3 milhão, além da destruição de documentos e arquivos em computadores afetados. "A chuva caiu apenas na parte alta da cidade, e tenho informações que tivemos 119 mm em apenas duas horas. No dia 13, que foi o mais chuvoso do ano, registramos 145 mm, mas em 24 horas", disse Almeida.

Segundo levantamento da Defesa Civil de Maceió, feito no início do mês, a chuva tornou mais crítica a situação de 172 áreas da capital, que foram classificadas como de "risco muito alto".

IML sem água
Além da destruição, pelo menos 300 mil pessoas ainda sofrem com a falta de água na capital alagoana. Além de afetar a população, o desabastecimento também atinge a órgãos públicos de serviços essenciais, que ficam entre os 14 bairros atingidos.

Um deles é o IML (Instituto Médico Legal de Maceió). Até o início da tarde de hoje, sete corpos aguardavam as necropsias por conta da falta d'água. "Há três dias sofremos com deficiência no abastecimento. Mas de ontem para hoje faltou água completamente. Falamos com os bombeiros, mas eles disseram que falta água até nos hidrantes", afirmou a diretora do Centro de Perícias Forense, Ana Márcia Nunes, em entrevista à imprensa.

Ainda segundo a diretora, a Casal (Companhia de Saneamento de Alagoas) ficou de fornecer 2.000 litros de água ainda na tarde desta quinta. "É uma forma paliativa de resolver o problema", acrescentou.

A Casal confirmou o abastecimento ao IML e informou que, em casos de falta d'água por longos períodos, a companhia sempre garante o fornecimento aos órgãos de serviços essenciais, como hospitais e escolas.

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Segundo previsão da Casal, o abastecimento aos 14 bairros atendidos pelo Sistema Catolé-Cardoso, danificado na terça-feira por conta da chuva e ainda não consertado, só deve ser normalizado no sábado. Até lá, um terço da cidade, além do município de Satuba, continuará com o abastecimento comprometido.

Ainda nesta quinta-feira, a Casal informou que mais dois municípios tiveram o fornecimento suspenso por conta de danos causados pelas chuvas. Segundo a Superintendência Técnica da Companhia, a população dos municípios de Capela e Maribondo só deve contar com água nas torneiras nesta sexta-feira.

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