'Eu acho que tratorei; se eu não fizesse isso, eu não faria nada', diz diretor da faculdade

Haroldo Ceravolo Sereza
Do UOL Notícias
Em São Paulo

O diretor da faculdade, Sylvio Barros Sawaya, em entrevista ao UOL Notícias, afirmou que a reação é resultado de a faculdade, inaugurada em 1969, ter ficado 40 anos sem uma grande reforma. "Quando vai mexer, parece que todos os demônios saem para fora. Essa mexida deu uma sacudida emocional, mas a FAU assimilou nesse processo uma ideia muito positiva, a de que pode ser confortável, agradável e cuidar de si", diz ele.

  • Fabiano Cerchiari/UOL

    Um dos banheiros da FAU, sem a bacia

  • Fabiano Cerchiari/UOL

    Atrás dos tapumes ficarão os departamentos e as salas dos professores

  • Fabiano Cerchiari/UOL

    Estalactites no teto do prédio, e rede para proteger que passa abaixo delas

Sawaya também reconhece que seu método envolveu, digamos, alguma truculência. "Eu acho que tratorei. Sabia que, se eu não fizesse isso, eu não faria nada. Então eu resolvi fazer esse processo. Ter esses elementos [projeto de reforma, verba e um grupo capaz de realizá-lo tecnicamente] e depois discutir. Acho que essa minha atitude foi entendida como uma postura autoritária. Se é autoritária ou não, o importante é que a faculdade seja cuidada", diz ele.

"Se a gente não tivesse se movimentado, ele teria feito tudo", rebate Laion Pessoa, 19, aluno de design, um dos vários diretores do Grêmio da FAU criticou o andamento das reformas. Para ele, os espaços livres e abertos concebidos por Artigas são desrespeitados com a ampliação do espaço dos departamentos e com a inversão das salas individuais dos professores, que ficam mais próximas dos caixilhos (janelas).

Com argumento de que estava fazendo manutenção do prédio, e não uma reforma que alterasse o projeto original, Sawaya afirma que errou ao começar a realizar as obras sem autorização do Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Turístico), órgão estadual, e do Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental), órgão municipal.

"Eu acho que as reformas são de manutenção e atualização. Não são alterações. Mas aprendi com meus colegas do patrimônio histórico de que qualquer rearranjo tem de ser comunicado." Atualmente, há nos dois órgãos um processo de regularização das obras já realizadas, iniciado em fevereiro, e um pedido de autorização para o que está por realizar.

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