Advogado afirma que mulher matou empresário no Rio por legítima defesa

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

O advogado de Alessandra Ramalho D'Ávila, 35, afirmou nesta segunda-feira (15) que sua cliente, suspeita de matar a facadas o marido, o empresário Renato Biasotto Mano Júnior, 52, é mesmo a autora do crime. O empresário foi morto na manhã do último sábado, no apartamento do casal em um luxuoso condomínio na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.

O advogado Mário de Oliveira Filho afirma que Alessandra agiu em legítima defesa já que o marido estava alcoolizado e começou uma briga motivada por ciúmes. "Ela passou mal [durante a briga] e foi vomitar no banheiro. Ele veio por trás e deu uma gravata nela", afirma o advogado. O filho do casal, de 5 anos, teria acordado e o empresário teria gritado e ameaçado o garoto. Ainda segundo o advogado, o casal teria iniciado uma luta corporal, e Alessandra usou uma faca que estava em cima da geladeira contra o marido.

No dia do homicídio, os dois receberam um casal de amigos, que foi embora por volta das 2h30. Vizinhos disseram à polícia que ouviram uma discussão pela manhã, mas não estranharam porque as brigas entre o casal eram constantes.

Alessandra fugiu do local em um carro Mitsubishi com o filho, afirmando que prestaria queixa contra o marido por agressão. Segundo o advogado, ela teria ido até a 15ª Distrito Policial (Gávea), mas, como a delegacia estava lotada, preferiu ir para outro lugar, que não foi revelado pelo defensor.

Alessandra é considerada a principal suspeita, e a Justiça decretou sua prisão temporária na noite do crime. "A prisão não se sustenta", afirma o advogado, que informou que vai entrar com pedido de habeas corpus. Oliveira Filho não confirmou quando sua cliente deve se apresentar ao 16ª DP (Barra da Tijuca), onde acontece a investigação.

Câmeras de segurança
As imagens do circuito interno do prédio mostram o momento em que Alessandra sai do prédio, depois o marido indo até a garagem procurá-la e pedindo socorro na portaria. Manchas de sangue teriam sido encontradas por peritos em um rastro do elevador até a vaga onde o carro dela estava estacionado.

O delegado do caso, Carlos Augusto Nogueira Pinto, afirmou na tarde de hoje que não tinha mais dúvidas de que Alessandra era a autora do assassinato.

* Com informações da Agência Estado

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