Chuvas diminuem no Maranhão, e atingidos começam a voltar para casa

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Com a redução das chuvas e o fim das enchentes no Maranhão, as quase 165 mil pessoas que tiveram que abandonar suas casas em centenas de municípios do Estado começam aos poucos a retomar suas rotinas. O governo do Estado colocou em prática a operação "Volta para Casa", cujo objetivo é acelerar o retorno dos atingidos aos seus lares. As obras de recuperação da infraestrutura destruída, no entanto, ainda não tiveram início.
  • Euzivaldo Queiroz/A Crítica/AE

    Enchente causa transtorno para moradores de Parintins (AM), em decorrência da cheia do Rio Amazonas


O Maranhão foi o Estado mais atingido pelas chuvas durante abril, maio e o início de junho. No total, 112.233 ficaram desalojadas (se hospedaram em casas de parentes e amigos) e 52.567 desabrigadas (foram acomodadas em abrigos públicos). Ao todo, 119 municípios sofreram danos em razão das chuvas, que causou ainda 12 mortes no Maranhão.

O único Estado em que houve redução no número de desalojados e desabrigados, entre os 13 atingidos pelas chuvas, foi o Ceará - 69.767 pessoas, no penúltimo boletim da Defesa Civil Nacional, divulgado em 9 de junho, para 61.109 no último boletim, publicado no dia 10. Em todo o país, a chuva já causou 65 mortes e deixou 316.035 desalojados e 135.505 desabrigados.

Já no Piauí, o Estado mais afetado ao lado de Maranhão e Ceará, são 91.634 pessoas atingidas, entre desabrigados e desalojados. Na região Norte, o Amazonas tem 63.739 pessoas desalojadas e 15.505 desabrigadas e o Pará 11.105 desabrigadas.

De acordo com o major Abner Carvalho, da Defesa Civil do Maranhão, as chuvas pararam de atingir o Estado há pouco mais de uma semana e uma parte dos atingidos já retornou às suas casas. A Defesa Civil, no entanto, considera os números do "pior cenário observado", ou seja, trabalha com o número máximo de atingidos contabilizado durante o período das chuvas.

A Defesa Civil do Maranhão atua na operação Volta para Casa, ao lado de todas as secretarias estaduais e da Defesa Civil Nacional. "Na operação, percorremos os municípios mais afetados, desobstruímos as ruas que estavam repletas de destroços, sinalizamos as vias e vistoriamos as casas para verificar se há condições dos moradores retornarem", afirma o major.

Os atingidos, segundo Abner, foram examinados, medicados e receberam uma cesta com alimentos não-perecíveis. De acordo com a assessoria de imprensa da secretaria de Cidades e Desenvolvimento Urbano, que coordena a operação Volta para Casa, em Trizidela do Vale, Pedreiras e Bacabal - cidades entre as mais afetadas - foi realizada uma "limpeza geral", com dedetização do espaço urbano, limpeza de córregos, campanha de vacinação, além de distribuição de colchões e cestas básicas.

A reconstrução das casas e da infraestrutura urbana deteriorada, contudo, ainda não começou. "Só temos verbas disponíveis para gastar em itens emergenciais, de primeira resposta", diz o major Abner. "Os recursos para a reconstrução de pontes, estradas e galerias pluviais, por exemplo, demoram mais para chegar", acrescenta.

Por meio do programa de respostas a desastres, o Ministério da Integração Nacional disponibilizou R$ 120 milhões ao Maranhão. Ainda de acordo com o major, há um plano de trabalho pronto para ser executado assim que as verbas chegarem.

Segundo a assessoria da secretaria de Cidades e Desenvolvimento Urbano, a verba do Ministério da Integração será utilizada na construção e reparo de residências.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos