Apesar da greve, INSS fez 90% de atendimentos previstos, afirma ministério

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

O Ministério da Previdência Social informou por meio de nota na noite desta terça-feira (16) que a greve dos servidores do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) não interferiu significativamente no serviço das Agências da Previdência Social. Segundo balanço oficial, as agências atenderam a 176.505 segurados, "o que corresponde a, aproximadamente, 90% do previsto", afirma a nota. O ministério diz ainda que o atendimento foi normal em 852 unidades do país, parcial (pelo menos um servidor parado) em outras 100 e houve paralisação total em 12 unidades.

Greve deixa usuários sem atendimento


O ministério afirmou que "o segurado que não conseguiu ser atendido por causa da paralisação deve remarcar o atendimento na própria agência". A nota diz ainda que "um novo horário será marcado para a data mais próxima" e que "para efeito de concessão do benefício, será considerada a data do agendamento inicial". O reagendamento deve ser feito pela central telefônica do INSS, pelo número 135.

Os servidores do INSS decidiram entrar em greve por tempo indeterminado nesta terça-feira e, de acordo com a Fenasps (Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores de Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social), os sindicatos de 16 Estados confirmaram adesão, além do Distrito Federal. São eles: Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

De acordo com José Campos, diretor da Fenasps, os Estados que aderiram à greve respondem por 90% dos 40 mil servidores do INSS do país. A entidade não contabiliza as unidades fechadas em cada Estado.

O representante do comando nacional de greve da Fenasps, Moacir Lopes, reiterou que a paralisação continua por tempo indeterminado. "Nossa posição é de manter a greve, consolidá-la, intensificar onde for possível, para depois buscar uma saída para a categoria", afirmou Lopes.

Em São Paulo, a greve mobiliza 60% dos trabalhadores do Estado, segundo estimativa da diretoria do Sindiprevi-SP (Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência de São Paulo). De acordo com a entidade, as agências paulistas respondem por 60% dos atendimentos do INSS em todo o Brasil.

No Rio de Janeiro, mais de 90 postos de atendimento estão parcialmente paralisados, segundo o Sindsprev-RJ (Sindicato dos Trabalhadores da Previdência Social do Rio). Apenas os atendimentos agendados de perícia médica estavam sendo feitos, nos principais postos da cidade.

Em Brasília, os postos estão atendendo apenas as perícias médicas. Todos os demais serviços estão sendo remarcados e não há previsão para novos agendamentos, de acordo com o Sindsprev-DF.

Reivindicações
Entre as reivindicações da categoria, a principal é a manutenção da carga horária de 30 horas semanais sem redução de salário. José Campos, diretor da Fenasps, explica que os servidores do INSS trabalham, desde 1984, com carga horária de 30 horas semanais, mas recebendo pela tabela de 40 horas.

Os grevistas também defendem a contratação de pelo menos 20 mil novos servidores. Pelos cálculos do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência de São Paulo (Sindiprevi-SP), nos próximos dois anos, mais de 10 mil dos 33 mil trabalhadores responsáveis pelo atendimento ao público estarão em condições de se aposentar, o que deverá gerar um déficit de pessoal.

Outra reivindicação é a incorporação do GDASS (Gratificação de Desempenho de Atividade da Seguridade Social) ao salário.

Liminar do STJ
O Sindiprevi-SP informou que entrou ontem (15) com um recurso contra a liminar concedida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) que proíbe a realização da greve.

A liminar favorável ao INSS foi concedida ontem à noite pelo juiz Og Fernandes, do STJ. Se a greve for mantida, a Fenasps receberá multa diária de R$ 100 mil. Na análise do pedido de liminar, o ministro afirmou que a federação não teria cumprido os requisitos legais para a manutenção da greve, como avisar o INSS com antecedência mínima de três dias.

* Com informações das agências Brasil e Estado

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