Mutirão do CNJ em Goiás solta pessoas presas mais tempo do que o previsto

Mariana Jungmann
Da Agência Brasil
Em Brasília

O primeiro relatório parcial sobre o mutirão que o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) iniciou ontem (15) no presídio da cidade de Águas Lindas (GO), município do Entorno do Distrito Federal, mostra que faltam funcionários e sobram pessoas encarceradas mais tempo que o previsto no local.

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Com capacidade para 50 presos, mas abrigando cerca de 150, o presídio de Águas Lindas é um retrato aproximado da situação carcerária brasileira que motivou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a realizar um mutirão para identificar casos de prisões irregulares


Até o momento, os juízes do mutirão já expediram 26 alvarás de soltura na cidade e mais 24 em Santo Antônio do Descoberto, cidade goiana, também do Entorno. Foram analisados casos de progressão de regime, remissão de pena, liberdade provisória, relaxamento de flagrante e livramento condicional. Em todos, foi constatado excesso de prazo.

De acordo com o relatório parcial divulgado pela assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Goiás, também foram identificadas insuficiência de servidores e falta de capacitação.

O tribunal e a Corregedoria-Geral de Goiás já estão buscando solução para isso. Um trabalho em parceria com o CNJ busca desenvolver programas sociais para reinserção de presos - por meio do sistema Sesi/Senai.

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