Apesar da greve, 85% das agências tiveram atendimento normal, diz INSS

Do UOL Notícias
Em São Paulo

O Ministério da Previdência Social divulgou nota afirmando que 95,95 % das 1.110 agências do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) estavam abertas ao público na manhã desta quarta-feira (17), apesar da greve dos servidores, iniciada ontem em 16 Estados e no Distrito Federal.

"Em 944 APS (85,05%) o atendimento foi normal, em 121 (10,90), parcial (pelo menos um servidor parado), 22 (1,98) não abriram e 23 (2,07) ainda não enviaram informações", diz a nota. O INSS afirma que as unidades paralisadas estão concentradas no Rio de Janeiro e em Salvador.

Os números divergem dos divulgados pela Fenasps (Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Previdência e Assistência Social) nesta manhã. De acordo com a entidade, no Rio de Janeiro e no Pará, 70% das agências estariam fechadas. No Distrito Federal, em Santa Catarina e no Piauí, 65%. Em São Paulo, no Paraná e no Rio Grande do Norte, 60%. No Espírito Santo, as agências fechadas são 40% do total. Os demais Estados não divulgaram o balanço.

Os Estados em que há agências fechadas, de acordo com a Fenasps, são Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe, além do Distrito Federal.

A greve ocorre apesar de o STJ (Superior Tribunal de Justiça) ter concedido liminar determinando a suspensão do movimento --na decisão, se a greve for mantida, a Fenasps receberá multa diária de R$ 100 mil. A Fenasps diz que já deu entrada em recurso contra a decisão.

Reivindicações
Entre as reivindicações da categoria, a principal é a manutenção da carga horária de 30 horas semanais sem redução de salário. José Campos, diretor da Fenasps, explica que os servidores do INSS trabalham, desde 1984, com carga horária de 30 horas semanais, mas recebendo pela tabela de 40 horas.

A partir desse mês, no entanto, os funcionários passaram a receber de acordo com duas tabelas: uma de 40 horas e uma de 30. Na prática, os funcionários que continuarem trabalhando 30 horas têm uma redução de 25% do salário.

Os grevistas também defendem a contratação de pelo menos 20 mil novos servidores. Pelos cálculos do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência de São Paulo (Sindiprevi-SP), nos próximos dois anos, mais de 10 mil dos 33 mil trabalhadores responsáveis pelo atendimento ao público estarão em condições de se aposentar, o que deverá gerar um déficit de pessoal.

Outra reivindicação é a incorporação do GDASS (Gratificação de desempenho de Atividade da Seguridade Social) ao salário.

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