Apesar da greve, mais de 98% dos segurados do INSS foram atendidos, diz ministério

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

O Ministério da Previdência Social informou hoje (17), por meio de nota, que os servidores das agências da Previdência Social (APS) atenderam nesta quarta-feira(17) cerca de 161 mil segurados.

De acordo com o ministério, das 1.110 agências do órgão, 98,19% foram abertas ao público. Em 948 unidades, o atendimento foi normal, em 142 o atendimento foi parcial (com pelo menos um servidor parado) e em 11 houve paralisação total.

Os segurados que não conseguiram atendimento em decorrência da greve dos funcionários devem remarcar o agendamento na própria agência ou pela central de atendimento 135.

De acordo com a Fenasps (Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Previdência e Assistência Social), os Estados em que há agências fechadas são 16, além do Distrito Federal: Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

Os números do ministério divergem dos divulgados pela Fenasps. De acordo com a entidade, no Rio de Janeiro e no Pará, 70% das agências estariam fechadas. No Distrito Federal, em Santa Catarina e no Piauí, 65%. Em São Paulo, no Paraná e no Rio Grande do Norte, 60%. No Espírito Santo, as agências fechadas são 40% do total. Os demais Estados não divulgaram o balanço.
  • Fabio Braga/Folha Imagem

    Posto de atendimento em SP é tomado por cartazes de greve


A greve ocorre apesar de o STJ (Superior Tribunal de Justiça) ter concedido liminar determinando a suspensão do movimento --na decisão, se a greve for mantida, a Fenasps receberá multa diária de R$ 100 mil. A Fenasps diz que já deu entrada em recurso contra a decisão.

Reivindicações
Entre as reivindicações da categoria, a principal é a manutenção da carga horária de 30 horas semanais sem redução de salário. José Campos, diretor da Fenasps, explica que os servidores do INSS trabalham, desde 1984, com carga horária de 30 horas semanais, mas recebendo pela tabela de 40 horas.

A partir desse mês, no entanto, os funcionários passaram a receber de acordo com duas tabelas: uma de 40 horas e uma de 30. Na prática, os funcionários que continuarem trabalhando 30 horas têm uma redução de 25% do salário.

Os grevistas também defendem a contratação de pelo menos 20 mil novos servidores. Pelos cálculos do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência de São Paulo (Sindiprevi-SP), nos próximos dois anos, mais de 10 mil dos 33 mil trabalhadores responsáveis pelo atendimento ao público estarão em condições de se aposentar, o que deverá gerar um déficit de pessoal.

Outra reivindicação é a incorporação do GDASS (Gratificação de desempenho de Atividade da Seguridade Social) ao salário.

* Com informações da Agência Brasil

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