Sindicato quer ampliar greve do INSS em São Paulo

Daniel Mello
Da Agência Brasil
Em São Paulo

O Sindicato dos Trabalhadores de Saúde e Previdência no Estado de São Paulo (Sindiprev-SP) pretende ampliar a mobilização da greve dos servidores do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) no Estado.

Segundo informações da entidade, 28 agências na Grande São Paulo e mais 28 no restante do Estado aderiram ao movimento pelo menos parcialmente. O Sindiprev-SP marcou uma assembléia na sede da entidade para sexta-feira (19) para discutir os rumos da greve no Estado.

A diretora do sindicato, Rita de Cássia, disse que a liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que proíbe a greve e estabelece uma multa de R$100 mil por dia para a Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Previdência e Assistência Social (Fenasps) não impede a continuidade da paralisação.

"Já enfrentamos isso [ação judicial] em outras greves. A novidade é que, desta vez, ele [o governo federal] usou o instrumento antes da greve", disse.

A principal reivindicação dos manifestantes é a realização de concurso público para a contratação de funcionários que possam substituir os 10 mil servidores - um terço do quadro - que devem pedir aposentadoria nos próximos dois anos. Ela afirma que o governo federal pretende evitar a contratação, aumentando a jornada dos funcionários do INSS de 30 para 40 horas semanais.

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