Duas manifestações em SP lembram rapaz morto após Parada Gay

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Atualizado às 19h52

Duas manifestações em São Paulo lembram a morte do cozinheiro Marcelo Campos Barros, 35, espancado no último domingo, após a 13ª Parada Gay. Barros sofreu traumatismo craniano e morreu na quarta-feira. Um dos atos, organizado por amigos da vítima, começou por volta das 18h desta sexta-feira (19) na Vila Madalena, zona oeste da cidade. A Polícia Militar mandou segurança para o local, mas o protesto é pacífico. De acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), cerca de 200 pessoas estão reunidas na esquina das ruas Aspicuelta com a Fradique Coutinho e não atrapalham o tráfego.
  • Marlene Bergamo/Folha Imagem

    Amigos realizam ato nesta sexta-feira na zona oeste de SP


O outro protesto, programado para as 19h de sábado (20) na avenida Dr. Vieira de Carvalho, República (região central), foi planejado pela Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOGLBT), a mesma que organiza a Parada Gay anual.

O secretário da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado, Luiz Antonio Marrey, estará presente na passeata do sábado como representante do governo e afirmou que haverá policiamento reforçado no local. "Foi uma boçalidade, uma intolerância que não pode acontecer em uma sociedade democrática", afirmou Marrey ao UOL Notícias ao comentar a morte de Barros.

Questionado sobre as medidas adotadas pelo governo para combater os crimes de homofobia, o secretário afirmou que o governo investiu no aumento do efetivo da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) e na melhoria de suas instalações. "Temos que acompanhar de perto esses grupos violentos. É dever do Estado repelir essa conduta e reprimir com rigor", finalizou.

Mais de 50 pessoas ficam feridas na Parada Gay

Ao menos 54 pessoas ficaram feridas durante a Parada Gay, segundo balanço da Secretaria Municipal de Saúde e da Santa Casa de São Paulo. De acordo com o órgão, entre os feridos há pessoas vítimas de agressões físicas e da explosão de uma bomba caseira lançada no centro da cidade


Após ser agredido, Barros foi encontrado em estado grave próximo a um ponto de ônibus na rua Araújo, no centro da cidade - onde a Parada Gay terminou. A polícia segue duas linhas de investigação. Uma delas é que Barros tenha sido atacado por um grupo neonazista, que prega o ódio contra homossexuais, negros e nordestinos. A outra possibilidade é que a vítima tenha sido assaltada, já que seu celular foi roubado. Ninguém foi preso.

Ontem, a Polícia Civil começou a investigar um grupo de pessoas com características neonazistas que foi visto perto do local minutos depois da agressão a Barros. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, não há novidades na investigação.

Amigos do cozinheiro disseram à Folha de S.Paulo que ligaram para Barros na noite do crime e o celular foi atendido por um desconhecido. Durante a chamada, os amigos ouviram alguém dizer que havia "acabado com o negrinho". Os amigos afirmaram que Barros era homossexual e nunca havia se envolvido em confusões. Diferentemente da polícia, os amigos dizem que ele não participou da Parada Gay e foi atacado quando voltava de um churrasco.

* Com informações da Folha de S.Paulo

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