Apesar da greve do INSS, ministro afirma que quem procurar agências da Previdência será atendido

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

O Ministro da Previdência Social, José Pimentel, garantiu hoje (23) que todos os segurados de Previdência que procurarem as agências receberão atendimento, apesar da greve dos servidores que começou no último dia 16.

Segundo Pimentel, a greve é "pontual" e o ministério monitora diariamente o número de funcionários que estão trabalhando e as agências que estão em funcionamento.

"Nós temos o monitoramento diário de quantas pessoas em cada unidade deixaram de trabalhar. Evidente que lamentamos algumas ações que negam uma convivência democrática, como bloquear, colocar cadeado nas agências para impedir os servidores que querem trabalhar".

De acordo com boletim do Ministério da Previdência, divulgado ontem (22), das 1.110 agências da Previdência, 1.044 abriram (94,05%), em 893 unidades o atendimento foi normal, em 151, parcial (pelo menos um servidor parado) e 65 unidades não enviaram informações.

Ontem, servidores do Estado do Ceará decidiram entrar em greve, somando-se a outros 14 Estados e o Distrito Federal. De acordo com boletim divulgado ontem pela Fenasps (Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social), a adesão da categoria varia de 70% no Rio Grande do Sul a 45% no Ceará.

Os Estados em que há servidores parados são Santa Catarina, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Piauí, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Pará, Bahia, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Paraíba e Ceará, além do Distrito Federal.

Audiência
Na manhã desta terça-feira, houve uma audiência no Ministério Público do Distrito Federal entre o presidente do INSS, Valdir Moysés Simão, e a direção da Fenasps. De acordo com Maria Helena da Silva, do sindicato dos servidores de Minas Gerais, foi acordado que o governo deve se posicionar quanto à abertura de negociação.

Uma das principais demandas da categoria é a manutenção da carga horária de 30 horas semanais sem redução de salário. Os grevistas também defendem a contratação de pelo menos 20 mil novos servidores e a incorporação do GDASS (Gratificação de desempenho de Atividade da Seguridade Social) ao salário.

*Com informações da 'Agência Brasil'

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