Cheia do rio Negro alcança recorde histórico em Manaus

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

O rio Negro, em Manaus (AM), subiu mais dois centímetros e igualou-se ao recorde histórico: 29,69 metros, registrado em 1953. Ontem, a altura do rio era 29,67 metros. Os dados são do Serviço Geológico do Brasil (CPRM).

  • Bruno Kelly/A Crítica/AE

    As águas do rio Negro encostam na marca recorde de 1953

De acordo com os registros históricos do Serviço Geológico no Amazonas, as maiores médias no volume do rio Negro foram registradas nos anos de 1953 (29,69 metros); 1976 (29,61 metros); e 1989 (29,42 metros).

De acordo com Alice Amorim, técnica em hidrologia do CPRM, a tendência é que o rio continue subindo, só que mais moderadamente.

As maiores alturas do rio Negro são registradas de maio a julho, sendo que 77% das cheias máximas são registradas em junho.

Os técnicos do CPRM também fazem a medição do nível do rio Solimões. Em duas estações à montante de Manaus, em Tefé e Coari, o nível do rio já estabilizou e começa a baixar. Alice explica que o alto volume das águas do Solimões funciona como uma

Governador do AM vê prejuízos de R$ 380 milhões

Eduardo Braga (PMDB), elevou as estimativas de prejuízos provocados pelas chuvas no Estado para cerca de R$ 380 milhões até julho, após 50 dias de deslizamentos de terra, cheias de rios e alagamentos que mantêm dez cidades debaixo da água

represa para o rio Negro, provocando alagamentos na capital amazonense.

Ontem à tarde, a prefeitura de Manaus interditou parte das avenidas Eduardo Ribeiro e Sete de Setembro, no centro histórico, devido ao alagamento das galerias pluviais. Com o excesso de água, o fluxo de veículos pode danificar as galerias.

As inundações atingem pontos turísticos de Manaus, como o Relógio Municipal, o prédio da Alfândega, a Feira Manaus Moderna e a praia da Ponta Negra.

Pelo menos 11 bairros na orla do rio Negro estão alagados, atingindo cerca de 18 mil pessoas na capital amazonense, de acordo com a Defesa Civil.

Os bairros mais afetados são Raimundo e Glória - na zona oeste - e Raiz, na zona sul. Segundo a prefeitura, muitos moradores se recusam a deixar as residências inundadas principalmente porque temem perder a chance de participar do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim).

O programa é feito pelo governo do Amazonas desde 2003 e promove a retirada coordenada das famílias que vivem à beira dos igarapés. Cada uma dessas famílias pode optar em receber uma indenização para compra de outro imóvel ou mudar conjuntos habitacionais construídos exclusivamente para essas pessoas. A Defesa Civil informou, entretanto, que as famílias não devem ter essa preocupação, considerando a situação de emergência.

*Com informações da Agência Brasil

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