Incor vai capacitar 300 médicos no Rio para atender casos de infarto na rede pública

Alana Gandra
Da Agência Brasil
No Rio de Janeiro

O projeto nacional Treinamento Integrado em Medicina de Emergência (Time), do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo (Incor), volta à cidade do Rio de Janeiro neste sábado (27) com o objetivo de treinar profissionais para o atendimento a casos de infarto agudo do miocárdio.

O superintendente do Serviço de Urgências e Emergências da Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, coronel-médico Fernando Suarez, ressaltou a importância da nova edição do projeto na capital do Estado. Ele revelou que, a partir desse treinamento, iniciado em outubro do ano passado, "a morte de infartados caiu 50%".

O protocolo firmado pela Secretaria com o Incor prevê que participem do projeto profissionais da rede pública de saúde, das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e das unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) do Rio de Janeiro. Fernando Suarez informou que o governo estadual pretende capacitar até o final deste ano 300 médicos, "e estamos tendo um bom resultado".

O paciente que se apresenta com queixa de dor toráxica em hospital da rede pública do Estado é levado para uma UPA e submetido a um eletrocardiograma específico. O resultado é encaminhado para uma central em São Paulo que, em quatro minutos, fornece o diagnóstico se a pessoa está infartada ou se precisa fazer o trombolítico (terapêutica que dissolve coágulos), segundo o superintendente. "A gente tem que entender que o músculo do coração é vida. Quanto mais rápido se fizer o remédio para desentupir a veia, mais músculo é salvo", afirmou Suarez.

Ele disse que a meta é reduzir esse procedimento para menos de duas horas, contra quatro horas anteriores. "Hoje, o ideal é que eu faça isso o mais rápido possível. Já estou conseguindo fazer o trombolítico até em menos de uma hora". O superintendente do Samu revelou que essa terapêutica vai começar a ser realizada também dentro das ambulâncias.

De acordo com o Ministério da Saúde, os gastos da rede pública de saúde com o tratamento do infarto agudo do miocárdio aumentaram 195%,entre os anos de 1998 e 2005,passando de R$ 149 milhões para R$ 449 milhões. OSistema Único de Saúde registra o infarto como causa de mais de 25% das mortes ocasionadas por problemas de saúde no Brasil, em 2003. No período de 1998 a 2003, o número de mortes provocadas por infarto agudo do miocárdio cresceu 10%, passando de 76 mil/ano para 83 mil mortes por ano.

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