País deve investir em pesquisa e educação para diminuir diferenças regionais, diz economista

Vladimir Platonow
Da Agência Brasil
No Rio de Janeiro

A sutil redução de diferenças regionais no país, apontada na Pesquisa Industrial Anual (PIA) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pode ser acelerada por meio de investimentos mais consistentes em pesquisa e educação. A avaliação é do economista Patrick Carvalho, chefe da Divisão de Economia da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

"A diminuição das diferenças regionais no Brasil é natural do processo de integração econômica e social. A Firjan tem estudos que já indicam a tendência de interiorização do desenvolvimento nacional. A melhor forma de acelerar isso é investir em infraestrutura, pesquisa, educação e saúde, para desenvolver as regiões de forma harmônica e sustentável", afirmou.

Para o economista, cabe ao governo facilitar e criar um ambiente de negócios onde haja incentivo à pesquisa e ao desenvolvimento do ponto de vista da proteção à propriedade intelectual e ao sistema tributário. "Para intensificar esse processo [de redução das diferenças regionais] são necessários mais recursos para pesquisa e desenvolvimento, essenciais para o crescimento sustentável e duradouro de qualquer economia", afirmou.

Mas para garantir a aplicação maciça de recursos na área, defende Carvalho, é preciso haver mobilização social. "A solução está na sociedade civil organizada exigir dos políticos uma resposta mais rápida e eficaz para o problema. Todo mundo sabe que investir em pesquisa e educação é o melhor meio de se desenvolver o país. Mas são necessárias ações concretas de governo em alocação de verbas e alteração da legislação, de forma a desburocratizar o meio de pesquisa e desenvolvimento", disse.

Segundo o economista, o sistema de registro de marcas e patentes teria que ser facilitado. "Hoje em dia se demora um tempo absurdo para se patentear qualquer produto. Isso acaba entrando no custo das empresas", afirmou.

Carvalho defende que compete ao empresário tomar a decisão mais racional possível sobre a incorporação de novas tecnologias. "Se é mais barato comprar a tecnologia do que desenvolvê-la, o mais lógico é que devemos comprá-la. A questão é: cabe ao governo facilitar os meios de produção de pesquisas e patentes, agilizando o processo".

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