Hospitais particulares de São Paulo são acionados para atender casos suspeitos da gripe suína

Maurício Savarese
Do UOL Notícias
Em São Paulo

A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo informou nesta terça-feira (30) que acionou 13 hospitais privados da capital para, já a partir desta semana, atender casos suspeitos da gripe A (H1N1), conhecida como gripe suína. As instituições particulares se somam a 18 instituições públicas de saúde em todo o Estado que já prestam o atendimento.

Foram convidados os hospitais Sírio Libanês, Albert Einstein, São Luiz (com três unidades), Santa Catarina, Oswaldo Cruz, Beneficência Portuguesa, Samaritano, Cema, Santa Paula, Nove de Julho e PS Sabará. Os laboratórios Fleury e Dasa também participarão dos trabalhos. A secretaria deve receber retorno da direção destas instituições para fechar o convênio até amanhã. "Acredito que a maioria delas deve aceitar", disse o secretário da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata.

Os atendimentos nesses centros de saúde serão realizados para clientes de plano de saúde, que, segundo os especialistas, compõem cerca de 80% dos afetados pela gripe suína na capital paulista. Se os hospitais confirmarem o convite, cairá a obrigatoriedade de enviar esses pacientes para tratamento no hospital Emílio Ribas, onde os trabalhos são concentrados.

"Muitas pessoas que procuram atualmente a rede pública com sintomas de gripe possuem plano de saúde ou são usuárias de hospitais particulares", afirmou o secretário. "Essa parceria tem como objetivo ampliar a referência e descentralizar a assistência para que os pacientes possam ser atendidos em unidades onde já estão acostumados a ir."

A secretaria encaminhará aos novos hospitais da rede medicamentos antivirais para o tratamento da gripe.

Inverno acelera número de suspeitas

Com a chegada do inverno e o aumento dos casos de gripe comum, o hospital Emílio Ribas, localizado no centro da capital paulista, apresentou maior movimento, segundo a secretaria. No dia 1º de junho, foram registrados 75 atendimentos de pessoas com sintomas de gripe comum, que são parecidos com os da gripe suína. Já no dia 25 deste mês, os atendimentos saltaram para 292 por dia.

Informações da secretaria também dão conta de que esse aumento também foi notado no Hospital das Clínicas e no Hospital São Paulo, vinculado à Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

"Esse aumento veio por causa do feriado de Corpus Christi, e não por causa da primeira morte pela gripe suína no Brasil. As viagens no feriado, somadas ao início do inverno, causaram isso", finalizou o secretário.

O doutor Cláudio Gonzalez, do CEMA (Centro Médico Avançado), afirmou que os hospitais privados podem se adaptar às necessidades para o atendimento em até três dias. "Não temos dificuldades para fazer isso o atendimento é basicamente ambulatorial e depois de envio para análise no instituto Adolfo Lutz", comentou ele, após a reunião que reuniu representantes dos hospitais e o secretário da Saúde.

Gonzalez afirmou que o hospital da Cruz Vermelha, também representado por ele, também está entre os interessados em participar da rede de apoio. "Me parece que a tendência é de mais instituições se juntando a esse grupo nos próximos dias", comentou.

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