Justiça nega liberdade a acusado de crime contra casal em Matinhos (PR)

Do UOL Notícias
Em São Paulo

A Justiça negou nesta quinta-feira (2) o pedido de liberdade provisória a Juarez Ferreira Pinto 42, preso acusado de ter matado um universitário de 22 anos e baleado sua namorada de 23 em janeiro deste ano, em Matinhos (PR). O advogado de Juarez, Mário Lúcio Monteiro Filho, confirmou a informação e se disse surpreso com a decisão. O homem está preso desde fevereiro, mas o caso sofreu uma reviravolta depois que a polícia revelou nesta semana que outra pessoa, Paulo Delci Unfried, confessou o crime.

Primeiro acusado por crime em Matinhos (PR) tem de "seis meses a um ano de vida", diz irmão

O policial civil Altair Ferreira Pinto, 49, afirmou que seu irmão, Juarez Ferreira Pinto, 42, tem de seis meses a um ano de vida. Portador do vírus HIV e de hepatite B e C, Juarez está na cadeia desde fevereiro. Segundo Altair, no dia do crime Juarez estava em Pontal do Paraná, que fica a 22 km do Morro do Boi, onde o crime aconteceu


"A defesa recebeu a negativa com grande surpresa", afirmou Monteiro Filho. "As provas que vieram à tona vieram elucidar o caso. Tudo indicava que Juarez seria libertado". Juarez foi preso após ser reconhecido por Monik Pergorari de Lima, vítima de estupro e namorada de Osíris Del Corso, morto no crime. Já Paulo foi preso no último dia 24 depois de invadir uma casa e violentar uma mulher também em Matinhos. Com ele foram encontrados um revólver calibre 38 e uma garrucha calibre 22. O criminoso mora perto do Morro do Boi, local do crime de janeiro, e tem vários antecedentes criminais.

Segundo o advogado, exame do Instituto de Criminalística (IC) do Paraná já confirmou que a arma apreendida com Paulo é a mesma utilizada no crime contra o casal. A defesa de Juarez entrou com um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça do Paraná na tarde desta quinta-feira.

"A única prova que existia contra o Juarez é o reconhecimento da vítima. Os exames de sangue, sêmen, DNA e todas as provas técnicas não o incriminaram. A polícia se precipitou demais na ânsia de dar uma resposta à sociedade. Só que essa resposta foi errônea e totalmente mentirosa", disse Monteiro Filho ontem ao UOL Notícias.

A polícia, entretanto, viu contradições na versão do novo suspeito. Para o delegado Luiz Alberto Cartaxo Moura, que coordena as investigações, o surgimento de uma confissão não prova a inocência de Juarez. A vítima do crime manteve seu depoimento.

O crime ocorreu no dia 31 de janeiro, quando o casal fazia uma trilha pelo Morro do Boi. Eles teriam sido abordados por um homem que baleou o rapaz e a jovem, que depois foi molestada. Monik Pergorari de Lima sobreviveu, mas perdeu o movimento das pernas.

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