Exame da gripe suína será realizado apenas em casos graves

Claudia Andrade Do UOL Notícias Em Brasília

O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (3) uma nova mudança no protocolo de atendimento dos casos de gripe suína no país. A partir de agora, a confirmação da doença por exame de laboratório será feita apenas nos casos graves.

Em três semanas, percentual de casos da gripe suína contraídos dentro do Brasil cresce cinco vezes

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou nesta sexta-feira (3), durante entrevista coletiva sobre a gripe suína, que o número de casos autóctones (aqueles transmitidos dentro do território nacional) aumentou de 6% para 30% em apenas três semanas


"Nós queremos impedir que a doença se dissemine e que pessoas morram. Para isso é fundamental a estrutura de atendimento. Não tem nada a ver com o diagnóstico", disse o ministro José Gomes Temporão. "Existe uma questão de racionalidade também. À medida que o número de casos aumenta, a possibilidade de você faça exame diagnóstico para a totalidade (de casos suspeitos) perde, de certa forma, o sentido".

De acordo com o ministro, a falta de exame diagnóstico não deixará o país sem controle da doença, pois há 62 unidades em todos os Estados que fazem um trabalho permanente de monitoração da circulação de diferentes tipos de vírus e detecta ocorrência de surtos.

"Todos os casos que evoluírem com gravidade, todas as pessoas internadas e os casos que acontecerem em ambientes fechados farão o diagnóstico laboratorial", explicou o ministro, acrescentando que o tratamento independe do diagnóstico. "Não é o laboratório que define a conduta, é a clínica, o médico que atende."

Unidades de referência
O ministro lembrou que os sintomas da gripe suína e da gripe comum são muito semelhantes e orientou a população a só procurar os hospitais de referência em casos mais graves. Há 68 unidades de referência no país. "Uma das principais recomendações neste momento é preparar o sistema de saúde para atender a população de maneira adequada, segura e, principalmente, garantir que existam leitos disponíveis para as pessoas que realmente precisam".

Temporão lembrou que as unidades de referência são "hiper especializadas" e que se as pessoas com sintomas de qualquer tipo de virose forem até elas, "isso vai complicar o atendimento dos casos que realmente necessitam". "Temos que dar uma racionalidade à rede de serviços para que todos sejam bem atendidos, mas principalmente aquelas pessoas que estão mostrando um quadro mais grave."

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