Moradores voltam às suas casas depois de reparos na barragem de Camutanga (PE)

Fabiana Uchinaka
Do UOL Notícias
Em São Paulo

As cerca de 50 famílias que foram retiradas de suas casas no município de Camutanga, a 113 quilômetros de Recife (PE), após ameaça de rompimento da barragem Santo Antônio, já foram reinstaladas e orientadas para o caso de novos riscos. De acordo com o secretário municipal de obras e coordenador de Defesa Civil, Fabiano Rosa de Carvalho, que participou dos reparos na construção, não existe mais risco de rompimento.
  • Clemilson Campos/JC Imagem

    Barragem de Santo Antônio, em Camutanga, corria risco de romper por causa do grande volume de água. Uma chuva forte encheu a barragem e acabou danificando parcialmente o sangrador, onde se forma a queda d'água



Segundo ele, a situação no local "está tranquila". "Abrimos uma vala de 30 metros de comprimento na lateral da barragem para sangrar a água e conseguimos baixar o nível três metros. Agora não há mais risco", disse, ressaltando que engenheiros da prefeitura estão preparando um laudo técnico que atesta a segurança do local.

A barragem, que possui capacidade para 300 mil metros cúbicos de água, estava muito próxima de alcançar o limite máximo, depois que fortes chuvas atingiram a região, no sábado (4). O quadro piorou quando parte de uma rampa de concreto por onde escoava a água desmoronou e a população precisou ser retirada.

Carvalho diz que faz dois dias que não chove na cidade e explica que, mesmo que as tempestades voltem, o trabalho de reparo impedirá que a barragem encha completamente. "Não vai passar de 75% da capacidade", afirma.

Agora a barragem, que começou a ser construída há cerca de um ano, deve passar por manutenção. A Prefeitura de Camutanga diz que vai entrar com uma ação contra a antiga gestão. "Por ser uma barragem nova, a gente suspeita que houve falha técnica. Mas não podemos assegurar ainda, porque não temos informações sobre a construção", diz Carvalho.

A obra foi feita pela empresa Brumac Serviços e Construções Ltda, financiada pelo Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), para beneficiar os agricultores da região. A prefeitura diz que o prazo legal para a conclusão as obras era dezembro do ano passado, mas que não há nenhum documento que registre isso foi encontrada até hoje pela atual gestão.

Em maio, o rompimento da barragem Algodões 1, na zona rural do município de Cocal, no Piauí, deixou oito pessoas mortas e quase 3.000 desabrigados e desalojados. Investigações do Ministério Público Estadual, da Procuradoria da República e da Polícia Civil estão em andamento para apurar o ocorrido.

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