Polícia ainda procura principal suspeito por morte de psicóloga em SP

Silvana Salles
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Atualizado às 12h58

A Polícia de São Paulo ainda procura o principal suspeito pelo assassinato da psicóloga da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) Renata Novaes Pinto, 44, ocorrido em novembro do ano passado, no bairro da Vila Madalena, na zona oeste da capital. Quatro estão presos pelo crime.

O delegado Jorge Carlos Carrasco, do 14º DP (Pinheiros), afirmou que o quinto suspeito seria o mandante de fato do crime, alguém relacionado ao trabalho da psicóloga -no departamento de psiquiatria da Unifesp, Renata era a responsável pelo atendimento a pacientes com câncer. No entanto, não informou se era alguém da faculdade ou de consultório particular.

"A investigação não para", disse Carrasco. "Temos a história completa, mas precisamos de provas para chegar ao primeiro mandante".

Para o delegado, o quinto suspeito pode ser alguém do trabalho, um paciente ou uma pessoa ligada a algum paciente. "Pode ser alguém insatisfeito com o resultado do aconselhamento prestado pela psicóloga", disse. Ainda segundo Carrasco, a participação de parentes da vítima no crime "em tese" está descartada.

Renata foi morta com três tiros quando chegava em casa. As investigações concluíram que o planejamento do crime levou cerca de um mês e um dos detidos chegou a fazer um reconhecimento do lugar. A polícia também descartou a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte).

Foram presos João Nilton da Silva Moreira, 32, acusado de atirar na psicóloga; Claudemir Rossi Marques, 29, que dirigia a moto; José Neudes Rodrigues do Prado, conhecido como "Alemão", 32, responsável por contratar os dois homens que perseguiram e mataram a vítima; e Claudemir Macário dos Santos, suposto mandante. Os três primeiros confessaram o crime e receberão "benefícios judiciais" por colaborar com a investigação, informou a Polícia Civil.

Claudemir Macário dos Santos, 57, que teria pagado aos demais R$ 10 mil para que cometessem o assassinato, foi expulso da Polícia Militar na década de 80, onde ficou por 22 anos, por crime contra o meio ambiente e receptação.

Foram apresentados à imprensa os capacetes e blusas usados por Claudemir e José Nilton no dia do crime, fotos dos veículos utilizados pelos acusados, um revólver calibre 38 e munição. A arma e as balas foram apreendidas na casa de Claudemir Macário, no Jardim Tremembé, zona norte de São Paulo.

De acordo com Anderson Pires Giampaoli, delegado do setor de investigações gerais da 3ª Seccional Oeste, ainda não se sabe se a arma apreendida com Macário foi usada no crime. "O calibre é o mesmo da arma usada para matar a psicóloga, mas o atirador disse que jogou a arma do crime na rodovia Ayrton Senna. A perícia vai dizer se esta arma foi a do crime ou não", disse o delegado Giampaoli.

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