Acusados de integrar milícia Liga da Justiça negam extorsão de motoristas no Rio

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Diante da Justiça do Rio de Janeiro, três dos quatro acusados de integrar o grupo miliciano Liga da Justiça negaram no fim da terça-feira qualquer envolvimento com o transporte clandestino na zona oeste da cidade apesar da denúncia do Ministério Público Estadual de que eles se reuniam para extorquir motoristas e cooperativas.

Prestaram depoimento no Fórum Central do Rio ex-vereador Jerônimo Guimarães Filho, seu filho Luciano Guinâncio Guimarães, Leandro Paixão Viegas --o Leandrinho Quebra-Ossos--, e Alcemir Silva, conhecido como Fumão. Eles são acusados de conduzir o esquema desde 2005.

A audiência na 1ª Vara Criminal de Campo Grande se relaciona ao processo em que eles são acusados de extorquir Juarez Marcelino Dutra, dono de dois veículos de transporte alternativo.

Dutra acusou o Alcemir ter forçado o pagamento de R$ 44,00 por dia para que ele continuasse circulando. Meses depois, foi morto com vários tiros.
Alcemir, que disse que trabalhava como fiscal de vans em Campo Grande, não negou sua proximidade com o ramo. Ele também confirmou conhecer Dutra, que pertencia à cooperativa que o contratou para trabalhar como fiscal.

A juíza Alessandra de Araújo Bilac revogou a prisão preventiva dos acusados, mas eles seguem presos devido a outros processos. Em março, ela condenou dez acusados por integrarem a milícia "Liga da Justiça" --incluindo o ex-vereador e o filho dele.

Segundo investigações da polícia, a Liga da Justiça era coordenada pelo ex-PM Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman, preso em maio deste ano meses após fugir do presídio de Bangu.

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