Protesto em frente à casa de Yeda, em Porto Alegre, acaba com seis prisões

Flávio Ilha
Especial para o UOL Notícias
Em Porto Alegre

Um grupo de sindicalistas entrou em choque com a Brigada Militar na manhã desta quinta-feira (16) em frente à casa da governadora Yeda Crusius num protesto organizado pela Fórum dos Servidores Públicos Estaduais. O saldo da confusão foi de seis prisões, entre elas a da vereadora Fernanda Melchionna (PSOL) e da presidente do Cpers-Sindicato (Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul), Rejane de Oliveira.

O protesto reuniu algumas dezenas de manifestantes antes das 8h em frente à casa da governadora, na zona norte de Porto Alegre. Os manifestantes colocaram réplica de uma escola de lata no local, em protesto contra a política educacional do governo. Também pediram, em palavras de ordem e faixas, o impeachment de Yeda.

"Enquanto o dinheiro da corrupção financia a mansão da governadora, as crianças estudam em escolas de lata", discursou a presidente do Cpers. A casa da governadora, comprada logo após o final da campanha eleitoral de 2006, é um dos principais alvos de protesto da oposição contra Yeda. A mansão, que oficialmente custou R$ 750 mil, teria sido paga com sobras de campanha.

Em função do protesto dos moradores, a Brigada Militar isolou os manifestantes e os deslocou para uma rua lateral. Na confusão, houve empurra-empurra e um princípio de tumulto. Os detidos foram encaminhados à 14ª Delegacia de Polícia da capital, para depoimento. Segundo o comandante da Brigada Militar, coronel João Carlos Trindade, os manifestantes apresentaram "atitudes agressivas" e motivaram a reação dos policiais.

A governadora, em entrevista à rádio Gaúcha, classificou o protesto como "orquestrado" e disse que a situação "passou dos limites". Segundo ela, os netos começaram a chorar quando saíram de casa no carro da mãe para irem à escola. "Crianças de oito e 11 anos saem chorando de casa. Não são professores, porque professores não torturam crianças", disse Yeda Crusius.

Além disso, Yeda Crusius disse que os manifestantes foram pagos para fazer o protesto. "São treinados para isso, são pagos para isso. Tinha dois ônibus aqui, quem pagou? Estão cada vez mais desacreditados, repudiados", disse.

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