RS confirma só hoje mais 5 mortes por gripe suína; governo acredita que o vírus pode circular no Estado

Flávio Ilha* Especial para o UOL Notícias Em Porto Alegre

Atualizada às 18h34

Só nesta quinta-feira (16), mais cinco mortes por gripe suína foram oficialmente confirmadas no Rio Grande do Sul, Estado onde, no total, sete pessoas já morreram com sintomas da doença. O Estado tem o maior número de mortes por gripe suína no Brasil (11 pessoas morreram até hoje, segundo dados oficiais do Ministério da Saúde).

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O governo afirma que o índice de mortalidade da doença não é maior do que o de mortes por problemas respiratórios convencionais, e a Secretaria de Estado da Saúde não vê motivo para alarde, mas já admite que o vírus pode começar a ser transmitido dentro no Estado, por pessoas contaminadas fora do país.

A Secretaria de Estado da Saúde do RS confirmou hoje a morte de um caminhoneiro de 35 anos em Uruguaiana. O caminhoneiro Dirlei Pereira esteve na Argentina e ingressou na cidade de Porto Xavier (RS) no dia 29 de junho. Como já apresentava sintomas de gripe, foi retido pelo órgão de vigilância sanitária.

Duas mortes também foram confirmadas no início da tarde em Passo Fundo. As duas mortes ocorreram na semana passada, mas apenas hoje o hospital recebeu a confirmação dos exames do laboratório Oswaldo Cruz, do Rio de Janeiro. As vítimas são dois homens que viajaram à Argentina. Ambos sofriam de hipertensão arterial, condições que foram apontadas como agravantes para os quadros deles.

Outras duas mortes foram confirmadas hoje no município de Santa Maria. Um deles era um operador de manutenção do Hospital de Santa Maria. O homem, de 36 anos, também exibia outras condições de saúde que agravaram o quadro: ele era diabético, hipertenso e tinha cardiopatia. A morte aconteceu no sábado mas só teve a causa confirmada hoje.

O secretario estadual da Saúde, Osmar Terra, estima que o número de casos confirmados da gripe suína já deve passar de mil no Estado. Ele acredita também que, pelo grau de disseminação da doença, já há circulação "sustentada" do vírus no território estadual.

O ministro da saúde, José Gomes Temporão, não confirma essa quantidade de casos. "O ministério (da saúde) desconhece essa informação. Eu acho que o secretário não tem a menor evidência científica pra afirmar isso e está querendo se antecipar a um cenário possível. Mas sem a conclusão dos estudos epidemiológicos, não é possível afirmar, embora as evidências de que o vírus circule são bastante fortes", disse.

Terra suspeita que o caso do funcionário do hospital de Santa Maria morto com gripe suína trata-se de uma contaminação ocorrida no próprio hospital, o que configuraria também a chamada circulação sustentável do vírus da influenza A (H1N1), nome oficial da doença.

De acordo com o secretário, no entanto, o índice de mortalidade da doença no Estado não é superior a uma gripe normal. Problemas respiratórios são a terceira causa de mortes por doenças no Rio Grande do Sul. Segundo o governo, entre 1.000 e 1.500 pessoas morrem por ano por consequência de gripe comum. As pneumonias matam entre 2.000 e 2.500 pessoas por ano no Estado.



*Colaborou Claudia Andrade, do UOL Notícias, em Brasília

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