MPF denuncia quadrilha que traficava mulheres para a Europa

Do UOL Notícias
Em São Paulo

O Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF-ES) denunciou oito pessoas por envolvimento numa organização criminosa especializada no tráfico internacional de pessoas para fins de prostituição na Europa, principalmente na Itália, onde alguns integrantes da quadrilha administravam casas de prostituição. As informações são do MPF-ES.

Os denunciados, homens e mulheres, foram presos nesta quarta-feira, durante a Operação Mediador IV. Dois deles foram detidos na Itália e os outros seis no Brasil - quatro no Espírito Santo e dois no Rio de Janeiro. O procurador da República Carlos Bruno Ferreira da Silva, além de denunciar os integrantes da quadrilha, pediu a manutenção das prisões preventivas dos oito.

De acordo com ele, "é previsível que, uma vez soltos, os investigados continuem aumentando sua rede de contatos criminosos, aliciando e enviando novas vítimas ao exterior e lesando toda a sociedade por meio de seus crimes".

"Caso não permaneçam presos preventivamente, os membros do grupo continuarão a administrar seus negócios ilícitos na Europa à distância, auferindo lucros a partir da prostituição alheia e, principalmente, obstruindo a instrução criminal", diz um trecho da denúncia.

Os oito foram denunciados pela prática dos crimes de formação de quadrilha, tráfico internacional de pessoas e rufianismo, que consiste em tirar proveito da prostituição alheia, participando diretamente de seus lucros ou fazendo-se sustentar por quem a exerça.

Os membros da organização criminosa administravam em conjunto apartamentos alugados para serem utilizados como locais de prostituição. O grupo contava ainda com uma espécie de "cobrador" da quadrilha, que exigia das vítimas ou de pessoas ligadas a elas o pagamento devido pelos "serviços" prestados pela organização criminosa.

Cada vítima contraía com a quadrilha dívidas de até R$ 12 mil, valor referente às despesas com a viagem e aos demais ''serviços'' prestados, entre eles a efetiva introdução na atividade de prostituição em pontos mantidos pelo grupo em Livorno e Florença, na Itália.

Dois integrantes da quadrilha foram processados pelo MPF e condenados pela Justiça Federal, mas estavam soltos por determinação do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e voltaram a praticar os mesmos crimes.

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