Dono e comandante de barco que virou no rio Negro são indiciados

Amanda Mota
Da Agência Brasil
Em Manaus

O proprietário e o comandante do barco Karolina do Norte, Edson Carvalho de Souza Júnior e Manoel Benício da Rocha, foram indiciados pela Polícia Civil do Amazonas. Na última terça-feria (21), a embarcação virou com 185 pessoas a bordo, no momento em que era rebocada para manutenção no leme. Os possíveis crimes são atentado contra segurança no transporte marítimo na forma qualificada.
  • Bruno Kelly/A Crítica/AE

    Segundo o Corpo de Bombeiros, a embarcação ia para Santarém (PA), mas o leme quebrou quando saía do porto



Uma terceira pessoa, relacionada à manutenção da embarcação, ainda pode ser indiciada. Segundo o responsável pelo inquérito, delegado Fabiano Azevedo, a investigação contará com apoio dos sobreviventes, que, desde ontem (23), continuam sendo ouvidos. Para a Polícia do Amazonas, houve negligência dos responsáveis pela embarcação em autorizar um procedimento de manutenção com os passageiros a bordo.

Os indiciados alegaram às autoridades policiais que realizavam a manutenção do barco periodicamente e que o problema mecânico ocorreu em uma peça localizada no leme da embarcação. De acordo com Souza e Rocha, a peça apresentou problemas cerca de uma hora depois da partida do barco do porto privatizado de Manaus, no centro da cidade.

"Estamos concentrados no levantamento dessas informações. Ainda hoje poderemos ouvir até 14 pessoas", informou o delegado Azevedo.

O resultado da perícia feita no local do acidente pelo Instituto de Criminalística da Polícia Civil deve sair em 30 dias. Já se sabe que não foram distribuídos coletes para as pessoas que estavam dentro do barco.

Durante quase toda a manhã e a tarde de ontem, bombeiros e a agentes da Capitania dos Portos se dedicaram a desvirar o barco. O comandante da Capitania dos Portos, Paulo Brito, disse que a embarcação foi levada para um estaleiro em Manaus e, depois de receber a manutenção necessária, será novamente vistoriada pela Capitania.

"Se tudo estiver dentro da normalidade, o barco poderá voltar à navegação. Isso independe das investigações e do inquérito instaurado para apurar as causas e identificar os responsáveis pelo acidente", esclareceu.

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