Índios ocupam a Funai de Bauru (SP) e impedem saída de funcionários

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Cerca de 50 índios, representantes de 2.500 pessoas de nove aldeias, ocupam há mais de 19 horas a sede da Funai (Fundação Nacional do Índio) em Bauru, interior de São Paulo. Seis funcionários foram impedidos de deixar o prédio após o encerramento do expediente, por volta das 17h de quarta-feira (22).

Patrícia Fernandes Moreira da Costa, 35, foi liberada na manhã de hoje. Aparentemente tranquila, ela contou à "Agência Bom Dia" que dormiu em uma cadeira. Segundo ela, o comando da ocupação decidu liberá-la por cautela, já que enfrenta problema de pressão arterial e toma medicamentos. "Mas estou bem", disse.

Os índios protestam contra a extinção da AER (Administração Executiva Regional) na cidade, que a Funai pretender transferir para Itanhaém, no litoral paulista, e manter apenas um posto de representação em Bauru.

O cacique Anildo Lulu, 38, declara que o objetivo da manifestação é a revogação da portaria e a manutenção do órgão em Bauru. "O fechamento prejudica demais a comunidade. O abandono será total. Exigimos que Funai volte atrás", disse.

A polêmica em torno da extinção da Administração Executiva Regional em Bauru e sua mudança para Itanhaém persiste há pelo menos três anos.

Em maio, os índios fecharam a rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, em protesto contra a medida. Antes disso, fizeram reféns na aldeia Araribá, em Avaí.

A Funai de Brasília deve se manifestar sobre a ocupação até o final da tarde.

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