Ministério da Saúde diz que não há falha no fornecimento de remédios contra gripe suína

Marco Antonio Soalheiro Da Agência Brasil Em Brasília

O Ministério da Saúde divulgou na noite desta quinta-feira (23) uma nota em que contesta as afirmações feitas pela Defensoria Pública da União no Rio de Janeiro de que houve negligência no atendimento às vítimas da influenza A (H1N1) - gripe suína - atendidas na rede pública.

Segundo a defensoria, o Ministério da Saúde teria proibido a venda do medicamento fosfato de oseltamivir- um antiviral vendido sob prescrição médica - nas farmácias.

O Ministério nega e afirma que o acesso ao remédio é garantido a todo paciente encaminhado aos hospitais de referência no atendimento da nova gripe, inclusive àqueles que passaram por médicos particulares ou foram atendidos por convênios ou planos de saúde, desde que haja a prescrição. Os casos graves são priorizados.

"O que houve foi uma compra recente em larga escala - de 800 mil tratamentos - para que o MS [Ministério da Saúde] cumpra sua missão de oferecer assistência gratuita à população em caso de necessidade. Esta compra, que se soma a uma aquisição de 9 milhões de tratamentos realizada em 2006, tem como objetivo permitir que o MS garanta o atendimento, em caso de indicação", ressaltou a nota.

O Ministério da Saúde assinalou considerar o quadro positivo para evitar as automedicações. "Embora não tenha sido uma orientação do Ministério da Saúde, contribui positivamente no sentido de evitar uma corrida desnecessária para a compra desse medicamento, que deve ser tomado apenas com indicações médicas a partir do protocolo elaborado pelo Ministério da Saúde."

A nota destaca ainda que, em 95% casos da nova gripe no Brasil e no mundo, o paciente desenvolve doença leve e se recupera rapidamente, sem uso do antiviral. O Ministério da Saúde ainda não foi notificado sobre o processo administrativo movido pela Defensoria Pública Federal do Rio de Janeiro.

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