SUS suspende cirurgias e internações no RS para atender demanda da gripe suína

Flávio Ilha Especial para o UOL Notícias Em Porto Alegre

Os 239 hospitais conveniados ao SUS no Rio Grande do Sul suspendem a partir desta segunda-feira (3) a realização de cirurgias eletivas (sem urgência) e de internações como forma de liberar leitos para atendimento de pacientes com gripe suína. O secretário estadual de Saúde, Osmar Terra, determinou também que sejam colocados imediatamente em funcionamento todos os equipamentos para leitos de UTI disponibilizados pelo Estado.

A decisão foi tomada no sábado (1º) pela Secretaria Estadual de Saúde, por meio de portaria assinada pelo secretário. A mesma medida foi recomendada aos hospitais privados do Estado. A secretaria não informou quantos procedimentos serão afetados pela suspensão, que é temporária.

Terra justificou a medida como "absolutamente necessária" para combater a epidemia de gripe suína no Rio Grande do Sul, que já matou 25 pessoas. Na avaliação do secretário, o Estado pode chegar a 100 mil infectados durante o inverno. A medida, segundo ele, tem o objetivo de abrir 280 leitos de UTI para atendimento de pacientes infectados pelo H1N1.

O objetivo da decisão é utilizar toda a capacidade instalada dos hospitais do SUS para atendimento de pacientes graves, incluindo leitos, salas de recuperação e serviços de emergência. A oferta de vagas será administrada pela Central Estadual de Regulação Hospitalar.
Os pacientes com procedimentos agendados pelo SUS devem aguardar contato da autoridade em saúde para estabelecer uma nova data de atendimento.

O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) anunciou que recorreu ao Ministério Público Estadual (MPE) e à Defensoria Pública da União para reverter a decisão. O presidente do Simers, Paulo de Argolo Mendes, disse que já previa a medida. "A secretaria da Saúde não tomou as providências necessárias a tempo", criticou.

O superintendente da Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, Jairo Tessari, apoiou a medida. "Vamos orientar todos os hospitais para que tentem se adaptar a essa realidade no menor prazo possível", disse. Segundo ele, não pode haver dificuldades para a internação de pacientes com problemas respiratórios.

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