Justiça do Paraná novamente nega habeas corpus a acusado por crimes em Matinhos (PR)

Guilherme Balza
Do UOL Notícias
Em São Paulo


O Tribunal de Justiça do Paraná negou na tarde desta quinta-feira (6) o habeas corpus para a libertação de Juarez Ferreira Pinto, preso acusado de ter matado o universitário Osíris Del Corso, 22, e molestado e baleado sua namorada, Monik Pegorari de Lima, 23, em Matinhos (PR), no dia 31 de janeiro.

Juarez foi preso em 17 de fevereiro após Monik o reconhecer como o autor dos crimes. No início de julho, a investigação ganhou novos desdobramentos, após a polícia prender Paulo Delci Unfried, 32, que assumiu a autoria dos delitos e portava a mesma arma utilizada nos crimes.

Monik manteve a acusação contra Juarez, mesmo após a confissão de Unfried, que no último dia 23 voltou atrás e negou a autoria dos crimes.

O advogado das vítimas, Elias Mattar Assad, critica a atuação da polícia, que, segundo ele, agiu de forma precipitada em apontar um novo acusado. Ele afirma também que o reconhecimento de vítima é suficiente para fundamentar a condenação do acusado, citando jurisprudências do TJ-PR e do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Assad relativiza o fato de Juarez ter sido detido com a mesma arma do crime, alegando que é comum armas passarem por várias mãos após um crime ser cometido.

A Justiça já havia negado a Juarez um pedido de liberdade provisória e outro de habeas corpus no dia 10 de julho. Preso na Casa de Custódia de Curitiba, o acusado é portador do vírus da HIV e possui hepatites B e C. Segundo seus advogados, sua saúde está bastante debilitada.

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