Ambulâncias superfaturadas por máfia dos sanguessugas serão doadas a hospitais de Salvador

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Duas ambulâncias apreendidas após a Operação Sanguessuga da Polícia Federal que estavam há mais de um ano sem uso serão doadas a dois hospitais públicos de Salvador. Os veículos, que tiveram a compra superfaturada em um esquema ligado à chamada máfia dos sanguessugas, foram encontrados em 2008 em um terreno baldio no bairro de Mata Escura, na capital baiana. Desde então, estavam encostados no pátio do Detran.

Mais sanguessugas

Em Minas Gerais, a Justiça Federal condenou o ex-deputado federal Júlio César Gomes dos Santos, o Cabo Júlio (PMDB-MG), a devolver R$ 143 mil desviados dos cofres públicos e pagar multa corresponde a três vezes este valor por envolvimento com a máfia dos sanguessugas. A Justiça também suspendeu por dez anos os direitos políticos do ex-deputado, que hoje é vereador de Belo Horizonte.


A doação foi determinada pela 10ª Vara da Justiça Federal, a pedido do Ministério Público Federal na Bahia. Segundo informação da Procuradoria da República no Estado, as unidades de saúde beneficiadas serão o Hospital Universitário Professor Edgar Santos (Hupes) e o Hospital Ana Neri.

O esquema foi descoberto em 2004 pela CGU (Controladoria Geral da União) e contava com a participação de parlamentares, prefeitos e empresários para superfaturar a compra de ambulâncias e equipamentos médicos por municípios de todo o país. A Polícia Federal deflagrou uma operação em 2006 para desarticular a quadrilha, que, entre 2000 e 2006, forneceu mais de mil unidades móveis de saúde em licitações fraudadas, que movimentaram mais de R$ 110 milhões.

No caso das duas ambulâncias encontradas em Salvador, a Divisão de Convênio e Gestão do Ministério da Saúde analisou as placas dos carros e descobriu que elas correspondiam às unidades móveis adquiridas da empresa dos empresários Darci José Vedoin, Luiz Antônio Trevisan Vedoin e Ronildo Pereira Medeiros, apontados como líderes da quadrilha pelas investigações.

A CGU apontou que a licitação para a compra dos veículos pela prefeitura soteropolitana teve valor 226% maior que o aprovado no plano de trabalho. Além disso, estava prevista a aquisição de oito ambulâncias, em vez das duas abandonadas posteriormente. De acordo com nota da Procuradoria da República, somente esta fraude custou R$ 720 mil aos cofres do Ministério da Saúde, que repassou a quantia a uma associação conveniada para a compra das unidades móveis de saúde.

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