Centrais sindicais e MST fazem manifestações pelo país nesta sexta

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

Atualizada às 18h47

Nesta sexta-feira (14), integrantes de movimentos sindicais e do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) realizaram manifestações em diversos Estados.

Você pegou trânsito em SP?



Em SP, cerca de 3.000 pessoas interditaram duas faixas para protestar da praça Oswaldo Cruz até a avenida Paulista, com destino ao vão livre do Masp (Museu de Artes de São Paulo), no centro da capital, onde realizaram um ato político. A manifestação terminou por volta das 14h.

Segundo a Força Sindical, os protestos ocorreram em São Paulo, Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Sergipe.

A manifestação deixou o trânsito acima da média para o horário, ao meio dia. Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), eram 84 quilômetros de lentidão (10,4% das vias monitoradas), também causados por um acidente na marginal Tietê, onde se concentrava a lentidão. Às 17h, o tráfego já era tranquilo.

O protesto ocorreu pela aprovação da PEC (proposta de emenda constitucional) que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, em tramitação na Câmara.

"O compromisso do MST é fazer a luta pela Reforma Agrária e em defesa dos direitos dos trabalhadores. Queremos debater com a sociedade um projeto popular para o Brasil e uma alternativa para o país, porque o atual modelo econômico não tem condições de resolver os problemas da classe trabalhadora", afirmou o integrante da coordenação nacional do MST, João Paulo Rodrigues.

Segundo ele, a pressão sobre o governo federal e o Ministério da Fazenda devem ser intensificados, em nome de avanços na negociação da pauta de reivindicação apresentada em reunião interministerial nesta semana em Brasília.

Protesto na Esplanada dos Ministérios

  • Marcello Casal Jr./Abr

    Em Brasília, MST pede mais recursos e maior rapidez no assentamento de famílias acampadas



Participaram integrantes de seis centrais sindicais - a Força Sindical, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a União Geral dos Trabalhadores (UGT), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) e a Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) - e de movimentos sociais.

Brasília
Na capital federal, integrantes do MST chegaram à Esplanada dos Ministérios, após se juntarem aos sindicalistas que os aguardavam na Torre de TV. A segurança foi intensificada no Ministério da Fazenda, mas não foram registrados incidentes.

Além das pautas defendidas pelo MST - assentamento imediato de 90 mil famílias acampadas; atualização do índice de produtividade da terra; e o descontingenciamento de R$ 800 milhões retidos do orçamento destinado ao Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) - a marcha, que contou com a participação de entidades sindicais, também reivindica a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais.

*Com informações da Agência Brasil

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