Força-tarefa em Mato Grosso volta realizar operação contra crimes previdenciários

Alex Rodrigues
Da Agência Brasil
Em Brasília

A Força-Tarefa da Previdência em Mato Grosso prendeu nesta quinta-feira (20), em Cuiabá, um casal acusado de pertencer a um grupo de pessoas que fraudavam a Previdência Social no estado. Também foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão, três de seqüestro de bens e 11 de condução coercitiva, expedidos pela 5ª Vara Federal. Os dois responderão pelos crimes de estelionato e formação de quadrilha.

Segundo a assessoria da Polícia Federal, com a ajuda de médicos assistentes e de uma servidora do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o grupo obtinha irregularmente os benefícios como de auxílio-doença previdenciário e acidentário, aposentadoria por invalidez e amparo social para pessoas com deficiência e idosos.

As investigações começaram a partir de uma denúncia anônima para a Delegacia de Repressão a Crimes Previdenciários em Cuiabá. De acordo com a PF, as investigações duraram dez meses até a deflagração da Operação Bengala, alusão a Mário Bengala, despachante e agenciador acusado de integrar o grupo.

Ainda segundo a PF, dois médicos assistentes forneciam irregularmente os atestados e laudos para as pessoas que, com a conivência de outros servidores, eram orientadas pelo grupo a simular supostos problemas psicológicos ou ortopédicos ao se apresentarem para a perícia médica do INSS. Entre os beneficiados pela fraude, as investigações identificaram várias pessoas que nunca contribuíram para a Previdência.

O próprio Mário Bengala, segundo a PF, era beneficiário da Previdência Social na condição de deficiente físico. Para isso, ele usava muletas sempre que tinha que passar pela perícia médica, expediente copiado por outras pessoas que integravam o esquema de fraudes. O grupo cobrava R$ 100 pela obtenção do atestado ou laudo médico e mais 20% do valor do benefício mensal.

Num levantamento preliminar, foram identificados 35 benefícios com indícios de irregularidades, mas a Previdência Social em Cuiabá ainda vai realizar novas perícias nos beneficiados sob suspeita para avaliar os casos em que de fato houve fraudes. Segundo a PF, o prejuízo é de aproximadamente R$ 600 mil.

E a segunda operação que a Força-Tarefa da Previdência em Mato Grosso realiza em menos. Na última sexta-feira (14), 16 pessoas foram presas em caráter temporário, entre elas um servidor do INSS, uma ex-secretária de um sindicato de trabalhadores rurais, além do ex-prefeito de Porto Alegre do Norte (MT), Luiz Carlos Machado. Naquela ocasião, a ação envolveu 50 policiais federais e seis funcionários do Ministério da Previdência Social.

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