"Policial que se envolve com o crime é duas vezes bandido", diz Cabral

André Naddeo
Especial para o UOL Notícias
No Rio de Janeiro

O governador do Rio, Sérgio Cabral, disse nesta segunda-feira (24) que "policial que se envolve com o crime é bandido duas vezes". Foi assim que o governador qualificou a suposta participação de um policial militar - integrante da segurança particular da família dele - na chacina que deixou quatro mortos no último sábado, em Pedra de Guaratiba, na zona oeste.

"Policial que se envolve com o crime é duas vezes bandido"

"Se for comprovado - como me parece ter todos os indícios, pela testemunha, de que ele participava desse tipo de atividade [de ligação com grupos milicianos] e participou do crime -, tem que ser punido rigorosamente, expulso da corporação e preso", afirmou Cabral.

O cabo da PM Emerson Meirelles é um dos acusados de ter cometido o assassinato, além de ter ligação com grupos milicianos que atuam na região. Ele fazia a guarda do filho do governador. Cabral disse que terá mais rigor na escolha da guarda pessoal. "Teremos mais cautela e precaução, sobretudo quando se trata da pessoa que cuidava do meu filho", disse.

Além de Emerson, o irmão dele, o também cabo da PM Cleiton Meirelles, é outro acusado de participação na chacina. Os dois estão presos no Batalhão Especial Prisional em Benfica, zona norte do Rio de Janeiro.

O crime
Os quatro corpos foram encontrados no início da tarde do último sábado na altura do número 900 da Estrada de Guaratiba, zona oeste. De acordo com as investigações da 43ºDP (Guaratiba), os mortos são Flávio Augusto Silva, 15, Luana Cristina Nascimento, 26, e Michel Barbosa, 19, além de uma moça conhecida como Raíssa. A Polícia Civil ainda trabalha na identificação da vítima.

Dois corpos foram encontrados dentro de um fusca prateado e outros dois bem ao lado dele. Dentro do veículo, a polícia encontrou diversas fichas de cobrança para moradores da região que servirão como prova de que os quatro assassinados tinham envolvimento com esquema do "gatonet" - serviço de TV a cabo ilegal.

Uma outra pessoa foi baleada no episódio. Cléber Santos Moreira levou um tiro de raspão na cabeça e conseguiu fugir para a mata antes de ser levado para o hospital de Rocha Faria, em Campo Grande, também na zona oeste da cidade.

Moreira foi o responsável pelo reconhecimento dos PMs envolvidos no caso.

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