Guarda Civil Metropolitana continua em greve em SP; novo protesto acontece nesta 4ª

Ana Sachs
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Atualizada às 19h56

Terminou por volta das 17h o protesto de Guardas Civis Metropolitanos de São Paulo no Viaduto do Chá, no centro, em frente ao gabinete do prefeito Gilberto Kassab. Os manifestantes não conseguiram ser recebidos pela prefeitura para negociar a pauta de reivindicações. "Não fizeram nenhum contato, não abriram nenhuma linha de negociação", afirmou Ronaldo Gonçalves, diretor sindical do Sindguardas-SP, o sindicato da categoria.

Em nota divulgada na noite desta terça, a Secretaria Municipal de Segurança Urbana informa "que o diálogo com a corporação sempre esteve aberto, inclusive para informação sobre os projetos e propostas em estudos para a melhoria e a valorização da GCM e seus profissionais", e que "serão tomadas as medidas previstas na legislação para que os serviços de responsabilidade da GCM sejam mantidos".

A categoria está em greve desde a primeira hora desta terça-feira (25) e segue com as atividades paralisadas por tempo indeterminado. De acordo com o sindicalista, entre 800 e 900 guardas aderiram à manifestação e entre 70 e 80% do total de 3.524 guardas efetivos pararam as atividades.

Um novo protesto está marcado para às 7h desta quarta-feira. Segundo Gonçalves, as manifestações devem acontecer até que "haja flexibilidade para negociar algumas das propostas".

Ele afirmou que as fiscalizações de comércio ilegal na Mooca, Lapa, Santo Amaro, São Miguel Paulista e região central, paralisadas desde o último dia 19, também continuam suspensas por tempo indeterminado.

Esta é a primeira paralisação da categoria desde sua criação, em 1986. A classe pede reposição de perdas salariais, aumento da gratificação dos atuais 60% para 140% sobre o salário-base e melhoria nas condições de trabalho, como limpeza de áreas públicas e fornecimento regular de uniformes.

O sindicato diz que a pauta de reivindicações foi protocolada na prefeitura em 9 de abril e, desde então, não houve avanço nas negociações. "Essa paralisação não aconteceu de uma hora para outra. Foi devido ao descaso com a categoria e a falta de diálogo", disse.

De acordo com a Secretaria Municipal de Segurança Urbana, a Procuradoria do Município solicitou à Justiça a decretação da ilegalidade da greve. O diretor do SindGuardas rebate a acusação. "Estamos aparandos por uma lei federal de greve, a 7.783/89. Como não temos estatuto próprio, somos regidos pelo regime trabalhista", disse.

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