Polícia paulista prende novamente Gil Rugai, acusado de matar o pai e a madrasta

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Crime em Perdizes (SP)

  • 9/4/2006 - André Porto/Folha Imagem

    O júri de Gil Rugai, acusado pela morte do pai e da madrasta, em 2004, ainda não foi marcado

A Polícia Civil de São Paulo prendeu novamente na manhã desta terça-feira (25), o ex-seminarista Gil Rugai, acusado de matar o pai, Luiz Rugai, 40, e a madrasta, Alessandra, 33, na casa onde moravam, em Perdizes (zona oeste).

O crime ocorreu em 28 de março de 2004. Ele responde a processo por homicídio e deve ir a júri popular pelo crime. A data ainda não foi definida.

A 5ª Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) revogou liminar em habeas corpus de Rugai na última sexta-feira (21), o que permitiu que ele voltasse para a prisão hoje.

O ex-seminarista havia sido solto por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) em abril de 2006, mas voltou a ser preso em setembro de 2008, por ter se mudado de cidade sem informar à Justiça.

A prisão em 2008 foi decretada pelo juiz substituto Luiz Rogério de Oliveira, da 5ª Vara Criminal do Tribunal do Júri de SP, a pedido da promotora de Justiça Mildred de Assis Gonzalez. A veiculação de uma reportagem na Rede Record, em que Rugai aparece morando na cidade de Santa Maria (RS), onde fixou residência sem comunicar à Justiça paulista, levou o Ministério Público paulista a contestar a liberdade.

Em fevereiro deste ano, Rugai obteve liminar do ministro Arnaldo Esteves Lima, que afirmou conceder liberdade "até o julgamento do mérito dessa impetração [habeas corpus], não devendo ausentar-se do distrito da culpa sem prévia autorização do juízo competente, sob pena de caracterização de tentativa de se furtar a aplicação da lei penal".

Tribunal do Júri

Mudanças aceleram processos como de Eloá e causam polêmica

Ao julgar na semana passada o mérito do habeas corpus, a maioria dos ministros seguiu o entendimento do ministro Felix Fischer. "Ele comunicou ao juiz do processo que iria se mudar para outra cidade? Ele não deve ter comunicado, senão o juiz não teria decretado a prisão preventiva. Para sair do distrito da culpa, tem que comunicar ao juiz, ainda mais quando responde a um crime dessa natureza. Por isso denego a ordem de habeas corpus", concluiu.

Gil Rugai foi preso hoje, por volta das 6h da manhã, na casa de parentes no bairro Sumaré, zona oeste de São Paulo. Ele foi encaminhado para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para registrar um boletim de ocorrência e depois será encaminhado para um Centro de Detenção Provisória, ainda não especificado pela Secretaria de Segurança Pública.

O crime
O estudante teria brigado com o pai por causa de uma empresa mantida em segredo e um desfalque de R$ 100 mil na Referência Filmes, empresa de Luiz Rugai. A arma do crime, uma pistola 380, foi encontrada mais de um ano depois, na tubulação de esgoto do prédio em que ficava a empresa de Gil, a KTM Comunicação. O Instituto de Criminalística atestou que a arma foi utilizada no crime.

O ex-seminarista nega a autoria do assassinato. Os advogados alegam que a arma pode ter sido colocada no local por pessoas que queriam incriminá-lo. O casal foi executado cerca de dois dias depois que o jovem saiu de casa.

Compare o processo de Rugai com o de Suzane von Richthofen e Isabella Nardoni (Clique para acessar o infográfico)

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos