STF manda soltar Gil Rugai

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Atualizada às 13h55

Crime em Perdizes (SP)

  • 9/4/2006 - André Porto/Folha Imagem

    O júri de Gil Rugai, acusado pela morte do pai e da madrasta, em 2004, ainda não foi marcado

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, concedeu liminar nesta terça-feira (25) para soltar o ex-seminarista Gil Rugai. Ele é acusado de matar o pai, Luiz Rugai, 40, e a madrasta, Alessandra, 33, na casa onde moravam, em Perdizes, zona oeste de São Paulo. O crime ocorreu em 28 de março de 2004.

Gil Rugai responde a processo por homicídio e deve ir a júri popular pelo crime. A data ainda não foi definida.

Rugai ficou poucas horas na cadeia, após ser preso por volta das 6h desta terça, pela Polícia Civil de São Paulo. A 5ª Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) revogou liminar em habeas corpus de Rugai na última sexta-feira (21), o que permitiu que ele voltasse para a prisão hoje.

Em entrevista ao UOL Notícias, o advogado de Rugai, Fernando José da Costa, classificou a prisão do cliente como "ilegal", já que ele nunca "houve risco à garantia da ordem pública". Costa afirmou ainda que Rugai "não desobedeceu nenhuma ordem judicial".

O habeas corpus do Supremo ainda será julgado no plenário do tribunal, o que deve ocorrer nos próximo meses, segundo o advogado. Gil Rugai deve ser liberado até o final da tarde.

O ex-seminarista havia sido solto por decisão do STF em abril de 2006, mas voltou a ser preso em setembro de 2008, por ter se mudado de cidade sem informar à Justiça.

Tribunal do Júri

Mudanças aceleram processos como de Eloá e causam polêmica

A prisão em 2008 foi decretada pelo juiz substituto Luiz Rogério de Oliveira, da 5ª Vara Criminal do Tribunal do Júri de SP, a pedido da promotora de Justiça Mildred de Assis Gonzalez. A veiculação de uma reportagem na Rede Record, em que Rugai aparece morando na cidade de Santa Maria (RS), onde fixou residência sem comunicar à Justiça paulista, levou o Ministério Público paulista a contestar a liberdade.

Em fevereiro deste ano, Rugai obteve liminar do ministro Arnaldo Esteves Lima, que afirmou conceder liberdade "até o julgamento do mérito dessa impetração [habeas corpus], não devendo ausentar-se do distrito da culpa sem prévia autorização do juízo competente, sob pena de caracterização de tentativa de se furtar a aplicação da lei penal".

Compare o processo de Rugai com o de Suzane von Richthofen e Isabella Nardoni (Clique para acessar o infográfico)

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