Três mil policiais federais param por 24 horas

Fabiana Uchinaka
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Cerca de 3.000 policiais federais de todo o país realizam nesta terça-feira (25) uma paralisação de 24 horas em protesto contra o rebaixamento de 40% da categoria, as nomeações na cúpula da PF, a falta de plano de carreira na entidade e a nova Lei Orgânica, proposta pelos ministérios do Planejamento e da Justiça.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Distrito Federal (Sindipol/DF), Cláudio Avelar, 40% dos novos concursados foram aprovados para a segunda classe (especial) e, por meio de uma medida provisória, foram colocados na terceira classe (mais baixa).

Segundo ele, o rebaixamento significa mais uma classe na carreira e, consequentemente, mais tempo de trabalho e mais tempo para se chegar à aposentadoria. "A questão não é o salário, mas a desmoralização", diz.

Em relação à Lei Orgânica, o Sindipol/DF acredita que os pontos que tratam da ampliação das atribuições dos policiais e do reconhecimento do nível superior ficaram até agora apenas nas promessas.

O texto do projeto de lei tenta atender ao desejo do governo federal, que não quer abrir mão de indicar o diretor e não pretende desvincular a PF do Ministério da Justiça, ao mesmo tempo em que tenta melhorar a independência do órgão. As entidades de classe querem a total autonomia política.

"O nosso protesto acontece porque os policiais não acreditam no seu chefe, não acreditam na cúpula e, por isso, estão desmotivados e não trabalham bem. O diretor-geral mente para nós e mente para o governo federal, que acha que está tudo bem. Internamente a situação é muito ruim. O nível das operações está caindo e estamos muito insatisfeitos. Estamos na beira do caos e temos que resgatar a categoria", explica o sindicalista.

Além disso, o sindicato reclama da valorização do profissional terceirizado, em detrimento do concursado, e da falta de diálogo com a direção e o governo.

Se as reivindicações não forem ouvidas, o Sindipol/DF afirma que entrará em greve por tempo indeterminado.

As manifestações ocorrerem em frente a delegacias, superintendências e demais unidades da Polícia Federal. Em Brasília, o movimento começou às 10h, em frente à sede da instituição e já reúne entre 300 e 400 pessoas, segundo Avelar, que está no local.

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