Guardas civis metropolitanos fazem apitaço e prometem acampar em frente à Prefeitura de SP

Fabiana Uchinaka
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Entre 800 e 900 guardas civis metropolitanos seguem no Viaduto do Chá, no centro de São Paulo, em frente ao gabinete do prefeito Gilberto Kassab. Eles estão em greve por tempo indeterminado deste ontem (25) e continuam fazendo protestos para que sejam ouvidos pelo governo municipal. Hoje os manifestantes aderiram ao nariz de palhaço, ao apitaço e aos rojões para chamar a atenção do prefeito.

Segundo o secretário-geral do SindGuarda-SP, Wesley Dias Mello, a prefeitura ainda não abriu nenhum canal de diálogo e enquanto isso não acontecer a greve continua. "Vamos permanecer aqui até que o governo nos receba. A proposta é ficar aqui 24 horas. Vamos montar acampamento e estabelecer vigília", disse.

Esta é a primeira paralisação da categoria desde sua criação, em 1986. A classe pede reposição de perdas salariais, aumento da gratificação dos atuais 60% para 140% sobre o salário-base e melhoria nas condições de trabalho, como limpeza de áreas públicas e fornecimento regular de uniformes. O sindicato diz que a pauta de reivindicações foi protocolada na prefeitura em 9 de abril e, desde então, não houve avanço nas negociações.

Em nota, divulgada na noite de ontem, a Secretaria Municipal de Segurança Urbana afirmou que as principais atividades da Guarda Civil Metropolitana foram mantidas no primeiro dia de greve "em face das medidas de remanejamento tomadas pelo Comando da Guarda e da baixa adesão ao movimento grevista".

O texto diz ainda que "serão tomadas as medidas previstas na legislação para que os serviços de responsabilidade da GCM sejam mantidos" e que a Procuradoria do Município "já solicitou à Justiça a decretação da ilegalidade da greve, como determina a legislação".

A secretaria reitera que o diálogo com a corporação sempre esteve aberto, inclusive para informação sobre os projetos e propostas em estudos para a melhoria e a valorização da GCM e seus profissionais.

De acordo com o sindicato, entre 70 e 80% do total de 6.524 guardas efetivos pararam as atividades. A orientação é para que permaneçam nas 43 unidades de atendimento uma viatura, dois sentinelas e um armeiro.

As rondas escolares e as fiscalizações de comércio ilegal na Mooca, na Lapa, em Santo Amaro, em São Miguel Paulista e na região central estão paralisadas desde o último dia 19 e seguem suspensas por tempo indeterminado.

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