DF confirma a segunda morte por gripe suína

Lourenço Canuto Da Agência Brasil Em Brasília

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou hoje (27) a segunda morte provocada pela influenza A (H1N1) - gripe suína. A vítima, uma criança com menos de 12 anos de idade do sexo masculino, morreu na última segunda-feira (24) e fazia parte de grupo de risco.

Em números absolutos, Brasil ultrapassa EUA e é o país com mais mortes

O Ministério da Saúde confirmou nesta quarta-feira (26) que 557 pessoas morreram no Brasil até o dia 22 de agosto vítimas do vírus da gripe suína (H1N1). Com a confirmação de novas mortes, o Brasil ultrapassou os Estados Unidos e se tornou o país com mais óbitos causados pela doença no mundo.



O secretário adjunto de Saúde do DF, Florêncio Cavalcante esclareceu, durante entrevista coletiva, que não é permitido dar maiores informações sobre o caso, por se tratar de menor de idade. Segundo ele, o paciente foi medicado dentro de forma adequada, mas não se recuperou. A primeira morte provocada pela doença no Distrito Federal ocorreu no dia 9 de agosto - um homem de 50 anos, que teria viajado a Belo Horizonte.

De acordo com Cavalcante, "aparentemente, está diminuindo a procura de pacientes pela rede pública com suspeitas da enfermidade". Balanço semanal atualizado, divulgado hoje pela secretaria, informa que, entre os 761 casos atendidos até agora, 300 tiveram confirmação de contaminação pelo vírus Influenza H1N1, 49 eram de gripe comum e 285 foram descartados. Há ainda casos 127 suspeitos.

A Secretaria de Saúde informou que desde o dia 21 de agosto recebeu 264 novos resultados de exames de pacientes inicialmente considerados casos suspeitos. Desses, 25 deram resultado positivo para a gripe comum e 112 para a influenza A (H1N1) - gripe suína.

A rede pública do DF está atendendo com prioridade os pacientes que apresentam sintomas de gripe. Por isso, está encaminhando aos postos de saúde as pessoas com suspeita de outras doenças. A subsecretária de Vigilância à Saúde, Disney Antezana, preferiu não informar quantas pessoas estão internadas e quantas estão sendo tratadas em casa.

A secretaria recomenda que, nos casos que podem ser atendidos em ambulatórios, as pessoas evitem procurar os serviços de emergência dos hospitais, priorizando os postos de saúde.

Se houver necessidade, os pacientes poderão ser transferidos de ambulância de hospitais para postos de saúde e vice-versa.

Florêncio Cavalcante lembrou que o vírus está circulando em todos os estados, por isso é irrelevante questionar se uma pessoa contaminada veio de determinada localidade. Nesta época de dias mais frios no DF, a recomendação da secretaria é que as pessoas evitem aglomerações e mantenham as janelas de casa abertas.

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