Quadrilha usava rede de relacionamento na web para comercializar animais silvestres

Paulo Rolemberg
Especial para o UOL Notícias
Em Aracaju

A polícia de Sergipe apresentou hoje (4) a quadrilha acusada de tráfico internacional de animais silvestres. Investigações políciais revelaram que Saulo Castelar Coelho, 21, conhecido como "Saulin", Pedro Guilherme Mendonça Magalhães, 19, e Kayan de Vasconcelos, 18, utilizavam a rede de relacionamento Orkut para a venda de animais, criando páginas falsas.
  • Divulgação

    Segundo a polícia, os acusados comercializavam aves, cobras, lagartos e sapos silvestres por meio dos Correios ou entregando pessoalmente os animais

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    Além de animais presos, a polícia encontrou na casa de um suspeito armas que seriam usadas na caça

  • Jefferson Horta

    Uma das aves furtadas pela quadrilha era este urubu albino, uma ave rara


"Toda a transação do grupo era efetuada pela internet através do site de relacionamento Orkut. Lá os criminosos criavam páginas falsas onde divulgavam a venda de animais silvestres", informou o delegado Osvaldo Rezende, revelando ainda que os acusados tinham canais de negociação no exterior, através da Argentina e dos Estados Unidos.

Segundo o delegado, os acusados comercializavam aves, cobras, lagartos e sapos silvestres por meio dos Correios ou entregando pessoalmente os animais. Para fugir dos equipamentos de raio-X dos aeroportos, a quadrilha colocava os bichos em caixas com CDs ou embaixo de placas metálicas. "Usando desses artifícios eles passavam pela fiscalização nos aeroportos", disse Rezende.

Na casa de "Saulin", a polícia encontrou uma escopeta, uma espingarda e 609 cartuchos de munição calibre 22, usadas provavelmente para caçar os animais, acredita a polícia.

Os policiais chegaram aos criminosos após investigações sobre o furto de um urubu albino - uma ave rara -, um falcão-coleira e um gavião-relógio ocorrido no último dia 9 de agosto no parque dos Falcões, localizado a 45 km de Aracaju, espaço que realiza o trabalho de manejo, reprodução e reabilitação de aves de rapina. Segundo avaliação da polícia, o falcão e o gavião poderiam render ao grupo cerca de R$ 7 mil, enquanto o urubu poderia chegar a R$ 40 mil.

As três aves roubadas em Sergipe foram encontradas mortas pela polícia em um terreno baldio na cidade de Campina Grande (PB). Os acusados revelaram que o falcão e o gavião não resistiram e acabaram morrendo antes de chegar à Paraíba. Quanto ao urubu, a polícia suspeita que o animal foi morto pelos criminosos, já que o furto chamou a atenção na imprensa nacional.

"Com receio que fizesse barulho e chamasse atenção, eles sufocaram as aves que acabaram morrendo", disse o delegado Jorge Eduardo, que também participou da operação.

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