SC pede agora R$ 26 milhões ao governo federal; Defesa Civil entrega hoje plano de socorro

Luiz Nunes
Especial para o UOL Notícias
Em Florianópolis

Atualizada às 13h58

O governo de Santa Catarina reavaliou nesta sexta-feira (11) o custo da ajuda que pede ao governo federal. Agora, o Estado pede R$ 26 milhões - R$ 6 milhões a mais do que foi anunciado ontem. "Este valor é uma primeira estimativa. Vai depender do plano de trabalho encaminhado", explica a secretária Nacional de Defesa Civil, Ivone Valente.

  • Diego Redel/Diário Catarinense/Ag.RBS

    A falta de energia elétrica, causada pelos temporais, fez com que produção de leite em Guaraciaba (SC) fosse descartada. Depois do prejuízo, muitos pensam em abandonar a agropecuária. As vítimas temem ainda saques
    nas casas danificadas

A Defesa Civil de Santa Catarina deve encaminhar até o fim da tarde de hoje ao Ministério da Integração Nacional um plano de trabalho para atender os 69 municípios atingidos nesta semana por temporais e tornados no Estado.

O documento detalha o planejamento de locação de veículos e de equipamentos para limpeza e desobstrução de estradas, a aquisição de material de construção e a distribuição de alimentos.

Segundo Ivone Valente, o governo estadual pode emitir novos planos a serem avaliados, se houver aumento da demanda de recursos. A Secretaria Nacional de Defesa Civil já encaminhou 10 mil cestas básicas ao Estado.

De acordo com a Defesa Civil, o plano a ser encaminhado hoje ao governo federal é "flexível" e o orçamento para as categorias pode mudar, de acordo com o recurso liberado.

Até o momento, foram contabilizadas 104.209 pessoas afetadas pela chuva em Santa Catarina. Pelo menos 1.524 estão desabrigadas, 16.602 desalojadas e 286 deslocadas. O número de mortes permanece em quatro e o de feridos em 172. O órgão estima que 18.788 edificações tenha sofrido algum tipo de dano - a maior parte, por destelhamento.

Cidades sem luz
O fornecimento de energia ainda está precário em cinco cidades: Dionísio Cerqueira, Princesa, Guaraciaba, São José dos Cedros e Mafra. Cerca de 36 mil pessoas estão sem luz. Alguns são produtores rurais que perderam parte da produção. Na empresa de laticínios Cedrense, instalada em Guaraciaba, o prejuízo estimado é de R$ 1 milhão.

  • Ulisses Job/Agência RBS

    O nível do rio Araranguá, na cidade de mesmo nome, está muito alto e há risco de transbordamento. O município fica no litoral do extremo sul de SC, onde não para de chover

A cidade de Dionísio Cerqueira - que faz fronteira com a Argentina - ficou de terça-feira até ontem sem luz. Nesta sexta-feira, metade das unidades consumidoras do município está recuperada, mas a qualidade da energia é precária.

"Em alguns locais, tivemos que abrir estradas", afirma o engenheiro Eduardo Sitônio, diretor técnico das Centrais Elétricas de Santa Catarina, que vistoriou a região Oeste. "Vi ginásios esportivos em que somente restou o piso", descreve.

Calamidade pública
Guaraciaba é o único município em estado de calamidade pública. Na cidade, quatro pessoas morreram e 89 ficaram feridas. Segundo a Defesa Civil, 667 edificações foram danificadas e 7.368 moradores tiveram que deixar suas casas.

"Mesmo que começássemos a reconstrução em Guaraciaba hoje, seria impossível diante da quantidade de entulhos", afirma o coordenador do órgão, major Márcio Luiz Alves, que ainda aguarda a liberação de recursos para o aluguel de máquinas e a contratação de serviços de limpeza.

Deputados do Fórum Parlamentar Catarinense realizam nesta sexta-feira três reuniões com prefeitos da região oeste para embasar pedidos de recursos em forma de projetos ou emendas ao Congresso. "Na área central da cidade, vi raras casas que não foram destelhadas", afirma o deputado federal Cláudio Vignatti (PT), que visitou Guaraciaba.

Cidades atingidas por vendavais e tempestades em Santa Catarina

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