Chuva continua no Sul, e quatro estradas são bloqueadas no RS

Flávio Ilha
Especial para o UOL Notícias
Em Porto Alegre

Atualizada às 11h08

Depois de uma semana de chuvas ininterruptas em praticamente todo o Estado, quatro rodovias foram interditadas na manhã deste sábado (12) no Rio Grande do Sul. Na BR 116, uma das rotas de ligação com o centro do país, a pista cedeu no km 178, na cidade de Nova Petrópolis, e interrompeu o trânsito de ônibus e caminhões nos dois sentidos da rodovia. Um desvio está sendo feito pela RS 122.

A RST 453, conhecida como Rota do Sol e que liga a região da serra ao litoral, foi totalmente fechada no início da manhã de hoje, sem previsão de reabertura. A decisão foi tomada pelo Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), após uma vistoria. Há pelo menos seis quedas de barreira ao longo da estrada, entre a rótula de acesso para Cambará do Sul (RS-020) e a BR-101, no trecho conhecido como Serra do Pinto.

Os motoristas têm como alternativas as serras do Faxinal (Cambará do Sul) e do Umbu (São Francisco de Paula). Porém, o Grupamento Rodoviário da Brigada Militar de Gramado recomenda evitá-las, já que são estradas de terra e também estão sujeitas à queda de barreiras.

Na serra, a RS 446 também foi interditada no km 3, na altura do município de São Vendelino. Houve queda de barreiras na região. Em Estrela, nos km 50 e 56, a RS 129 está bloqueada. O rio Taquari, que segundo a Defesa Civil está 19 metros acima do nível normal, invadiu a pista.

Em São Sebastião do Caí, na região metropolitana de Porto Alegre, pelo menos 53 famílias já foram removidas de suas casas em função de alagamentos. O rio Caí, que registra 11,5 metros acima do normal, está dois metros acima do nível de segurança. O ritmo de cheia registra 18 centímetros por hora.

O chefe de operações da Defesa Civil da cidade, Jonas Bust, disse que a remoção é por segurança. "Depois que o rio sobe acima do nível de segurança fica muito mais difícil ajudar as pessoas", justificou. As famílias estão sendo alojadas no ginásio municipal e no salão paroquial. A Defesa Civil emitiu um alerta orientando os moradores a evacuar áreas de risco.

Em Canoas, a Defesa Civil entrou em alerta para auxiliar 500 famílias que moram em três locais críticos da cidade. O coordenador do órgão, Mauro Guedes, disse que 30 famílias do bairro Rio Branco, cortado pelo arroio das Garças, estão com a água a 20 centímetros de casa.

No local conhecido como Prainha de Paquetá, 59 famílias estão isoladas. O acesso é feito somente por barcos. O rio dos Sinos, que atravessa a região, está 2,4 metros acima do normal. "Se o rio subir mais 50 centímetros a situação ficará crítica", alertou Guedes. Outro ponto crítico é a rua da Boa Saúde, também no bairro Rio Branco: 20 famílias já registraram água dentro das casas.

Em Porto Alegre, os bombeiros removeram seis famílias ilhadas no bairro Ponta Grossa, na zona sul. O arroio Passo da Estiva transbordou e invadiu as residências por volta das 4h. Os soldados usaram um bote no resgate.

Santa Catarina
Em Santa Catarina, Estado atingido por tornados no começo da semana, a situação é mais crítica em Araranguá - sul do Estado. Segundo a Defesa Civil, 53 famílias dos bairros Barranca e Baixadinha já foram removidas de casa devido à cheia do rio Araranguá. Os dois abrigos escolhidos pela prefeitura já estão lotados.

Com a chuva, o rio está 2,6 metros acima do nível normal. As cidades de Ermo e Praia Grande, na mesma região, também estão com famílias em zonas de risco. Em Praia Grande, uma comunidade está isolada. O major Emerson Emerin, da Defesa Civil de Santa Catarina, disse que a situação também está se agravando em Florianópolis e em Guaraciaba, na região oeste - a cidade registrou quatro mortos durante a passagem de um tornado na madrugada da última segunda-feira.

Na BR 101, no km 404, a água invadiu a pista no município de Maracajá. O trânsito, entretanto, não foi interrompido.

Segundo o último boletim da Defesa Civil do Estado, há 1.872 pessoas desabrigadas e 16.634 desalojados. Até o momento, mais de 106 mil pessoas foram afetadas pela chuva e 173 ficaram feridas.

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