Com rompimento de adutora, poço vira salvação de moradores da periferia de São Luís

Francisco Junior*
Especial para o UOL Notícias
Em São Luís

A dona-de-casa Maria Emília Ferreira, moradora do bairro de Sá Viana, na periferia de São Luís, é uma das milhares de pessoas cuja rotina foi modificada com a falta de água que atingiu mais da metade da população da capital maranhense na madrugada de domingo (13). O abastecimento foi interrompendo em 14 bairros. Hoje pela manhã Maria Emília e outras pessoas dirigiram-se para um poço, considerado a "salvação" do bairro, para armazenar a maior quantidade de água possível. A previsão é de que apenas em dois dias seja restabelecido o fornecimento de água.
  • Gilson Teixeira/Especial para o UOL

    Sem abastecimento desde a madrugada de domingo, Maria Emília e outras pessoas dirigiram-se para um poço, considerado a "salvação" do bairro, para armazenar a maior quantidade de água


A dona-de-casa relata que, em condições normais, a água chega ao bairro "dia sim, dia não". O poço, localizado em uma rua próxima a casa de Maria Emília, é usado para tomar banho, lavar roupa e demais atividades domésticas. Embora a água disponível no local não seja, aparentemente, de boa qualidade, a moradora afirma que, sem o poço - a quem ela chama de "socorrão" da comunidade -, a situação seria bem pior. Maria Emília mora em umas das regiões mais populosas de São Luís.

Além dos bairros de periferia, o desabastecimento atinge também os bairros de Calhau, Renascença e Olho dŽÁgua, áreas habitadas pela classe média e classe média alta da cidade. Nestes locais, entretanto, é comum a presença de sistemas próprios de abastecimento.

Rompimento
A adutora do Sistema Italuís se rompeu, na altura do Campo de Perizes, na BR-135, na madrugada de domingo (13). Técnicos da Companhia de Abastecimento de Água e Esgoto do Maranhão (Caema) estão no local para resolver o problema.

O rompimento ocorreu em razão da pressão da água sobre um trecho que já estava comprometido devido à corrosão. A adutora foi inaugurada há quase 30 anos para abastecer principalmente as indústrias que se instalavam na época em São Luís.

De acordo com a assessoria de imprensa da Caema - empresa cujo 98% das ações pertencem ao governo do Estado - a população sem água não receberá qualquer auxílio até quarta-feira. A Caema informou que o trecho onde houve o rompimento não recebe reparos há pelo menos 30 anos.

Segundo a Caema, há outros trechos suscetíveis a rompimentos, em razão do mau estado de conservação da rede. Os bairros afetados são: Alemanha, João Paulo (parcial), Filipinho, Vinhais, Recanto dos Vinhais, Renascença, São Francisco, Ponta do Farol, Maranhão Novo, Ipase, Choafuma, Vila Palmeira, Coroadinho, Ivar Saldanha, Vicente Fialho, Anil (parcial), Vila Itamar, Calhau (parcial), Coheb Sacavém, Itaquibacanga, Angelim, Bequimão e Cohama.

* Com informações do UOL Notícias, em São Paulo

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