Pesquisa aponta otimismo de comunidades atendidas por programa de segurança

Claudia Andrade
Do UOL Notícias
Em Brasília

O Ministério da Justiça encomendou uma pesquisa com 2.850 moradores de sete áreas atendidas pelo Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania). O levantamento, feito pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), apontou um percentual maior de respostas 'sim' à pergunta sobre a melhora na situação de segurança em relação às respostas 'não'.

O maior percentual foi verificado em Santo Amaro, Pernambuco, onde 76,79% dos entrevistados disseram que a situação melhorou. O menor percentual foi verificado em Benedito Bentes (AL), onde 50% disseram que não houve melhora. A instalação do programa em Alagoas teve início em maio deste ano, enquanto em Pernambuco o programa começou em dezembro do ano passado.

Quando a pergunta foi feita especificamente em relação aos casos de assassinato, a FGV fez uma comparação entre o questionário distribuído em março deste ano e o mais recente, do mês de junho. Houve uma queda na aprovação verificada na comunidade de Santo Amaro, de 70,76% para 66%. O relatório ressalta que "deve-se atuar mais na região em termos de prevenção e incremento da ação policial".

A situação nas comunidades de Itapoã, no Distrito Federal, e Zap 5, no Acre, foi classificada como "ainda problemática" no relatório, mesmo com uma melhora nas respostas verificadas nos dois questionários. Em Itapoã, a taxa dos que disseram que a segurança melhorou em relação a assassinatos passou de 28,18% para 39,50%. O percentual dos que responderam que houve piora ficou em 28,5%.

Na comunidade Zap 5/Santa Inês, o primeiro questionário resultou em 20,94% de 'sim', passando para 30% no segundo. O resultado, entretanto, ainda ficou abaixo do total dos que consideram que a situação piorou: 33,33%.

O índice dos que responderam que a situação piorou ficou bem acima dos que disseram que houve melhora na comunidade Vila Bom Jesus, no Rio Grande do Sul, onde o Pronasci foi implantado em junho. A diferença nas respostas foi de 46% para 14%. Diferença significativa também foi apontada em Benedito Bentes, Alagoas, outra localidade a receber recentemente a atuação do ministério da Justiça. Os que dizem que a situação piorou somam 42,67%, enquanto os que consideram que houve melhora chegam a 24,67%.

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